Cobranças e incoerências

Há menos de um ano e meio do fim do primeiro período de compromissos de Kyoto, dois relatórios mostram novamente que os países ricos cobram muito das nações em desenvolvimento, mas pecam na coerência de suas ações.

De acordo com um trabalho do Instituto de Recursos Mundiais (WRI), publicado no fim de maio, parte substancial do montante de US$ 30 bilhões prometido pelos países ricos para financiar ações de mitigação e adaptação em nações pobres de 2010 a 2012 não será dinheiro novo nem adicional, conforme compromisso anunciado em dezembro de 2009 em Copenhague.

Além da inclusão no “dinheiro novo” de recursos já anunciados antes de Copenhague – como nos casos dos EUA, do Reino Unido e do Japão –, o WRI afirma que tem sido muito difícil monitorar o cumprimento da promessa: “(…) as informações não são totalmente comparáveis, transparentes, nem completas…”.

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