Pro infinito azul

Pode crer/ Esperei a semana inteira/ Finalmente, hoje é terça-feira/ Vou subindo a ladeira/ Vou no passo a passo/ no suingue do balanço/

ritmando no compasso/ Cooperifa meu quilombo cultural/ é poesia literatura marginal/ Cooperifa academia das letras/ no risco da caneta contemplando o luar/ chegando inspiração de todo lugar/ num balão pelo ar flutuando ele vai pro infinito azul…

A letra de Quilombo Cultural, rap composto pelo taxista e poeta Jairo Periafricania, tornou-se uma espécie de hino da Cooperifa, movimento cultural que acontece todas as noites de terça-feira, na Zona Sul de São Paulo. A música faz menção aos  balões de gás que a Cooperifa costuma soltar quando termina o sarau no bar do Zé Batidão. As bexigas “transportam” poesias que “aterrissarão” em momentos e locais incertos. Preferencialmente próximo a alguém que saiba apreciá-las. 

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