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Informação para o novo século

Edição 05

01.02.2007

A gente se vê na Amazônia

0 por P22 # em 05, Revista

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Por Amália Safatle

“O Brasil adora ver o Brasil na Globo” – palavra da maior emissora do País e slogan para a minissérie Amazônia, que entrou no ar em janeiro.  Escrita pela autora de novelas Glória Perez, natural de Rio Branco, a produção resgata a história do Acre e aponta para os desafi os socioambientais da região, sintetizados em torno da fi gura de Chico Mendes, assassinado em 1988.

De produção primorosa, a minissérie tem o mérito de levar questões da longínqua e mítica Amazônia, que invariavelmente repercutem no exterior, ao conhecimento dos próprios brasileiros – que pouco sabem da maior fl oresta tropical do mundo e talvez, por isso, pouco se empenhem em preservá-la.

Para João Meirelles, autor do Livro de Ouro da Amazônia (Editora Ediouro) e coordenador do Instituto Peabiru, uma organização não governamental, o programa consegue mostrar a brutalidade dos seringalistas da época, hoje manifestada na fi gura dos grandes pecuaristas, dos garimpeiros e dos madeireiros.  “Mas a Amazônia é mais cruel que o jeito folclórico e à la parque temático que a minissérie apresenta”, afi rma.

Meirelles conclama os telespectadores a visitar “a verdadeira Amazônia, nem que seja no intervalo entre uma novela e outra”.  E nem que o chamariz sejam as paisagens cinematográfi cas da região.

Segundo a Associação Brasileira das Agências de Viagem de São Paulo, espera- se o aumento de 10% na demanda por roteiros na Amazônia por conta das cenas mostradas na telinha.  Que as visitas à região com um dos maiores índices de desmatamento do mundo tenham o poder de sensibilizar o turista.

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Revista Página 22 - Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP - FGV
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