“Paraíso dos fotógrafos, desde os primórdios, a Amazônia vem alimentando a mídia com imagens exóticas e registros etnográficos”, diz Luiz Braga no texto de apresentação do ensaio Amazônia Intimista, de 2003, no qual o autor deixa clara a opção que tem feito por um caminho distinto. Seu trabalho mostra, em cores inconfundíveis, quão além da ditadura do exotismo, marcada pelo distanciamento, estereótipo e preconceito, situa-se grande parte da vida cultural e da produção artística da região. Um dos principais fotógrafos de Belém, capital que se destaca entre os mais importantes núcleos do País nessa área, Braga define como linha mestra de sua trajetória “a constituição de um olhar contemporâneo da Amazônia sobre si mesma”, região freqüentemente tratada como sinônimo de floresta, mas onde cerca de 15 milhões de pessoas, o equivalente a 73% da população, vivem em cidades.






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