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	<title>Página 22 &#187; De lá pra cá</title>
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		<title>Lixo de Nápoles, dois anos depois</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 03:21:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Scharf</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[aterro]]></category>
		<category><![CDATA[incineração]]></category>
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		<description><![CDATA[Saiu em todos os jornais: milhares de toneladas de lixo se acumularam durante meses nas ruas de Nápoles, cidade do sul da Itália famosa por quase três milênios de história, por suas pizzas e pela Camorra, versão local da Máfia.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/imaginepaolo/2169433962/sizes/m/"><img class="alignleft size-large wp-image-8380" title="lixo" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lixo-360x270.jpg" alt="lixo" width="360" height="270" /></a>Saiu em todos os jornais: milhares de toneladas de lixo se acumularam durante meses nas ruas de Nápoles, cidade do sul da Itália famosa por quase três milênios de história, por suas pizzas e pela Camorra, versão local da Máfia.  O episódio foi particularmente assustador por ocorrer no seio da União Européia, supostamente a região com os melhores serviços e qualidade de vida do planeta.</p>
<p>Na época, analistas do episódio acusaram os governos local e federal de corrupção e displicência, e a Camorra, por sua participação em empresas de disposição de lixo. Os mafiosos estariam lucrando com a disposição irregular dos resíduos urbanos,  que, misturados ao lixo industrial, estariam sendo jogados na  beira de estradas ou queimados sem maior controle.</p>
<p>O assunto ganhou as manchetes internacionais no início de 2008, quando os lixeiros napolitanos começaram a se recusar a recolher o lixo descartado por 1 milhão de pessoas dada a total exaustão dos aterros sanitários da região.</p>
<p>O problema foi piorando e, em março, quando o primeiro-ministro Silvio Berlusconi assumiu o governo, havia 200 mil toneladas de lixo nas ruas, ameaçando causar epidemias de proporções medievais. Nos meses seguintes, foram criados novos aterros e um incinerador. Além disso 700 toneladas de lixo foram enviadas diariamente para serem queimadas em Hamburgo, na Alemanha. Mas as ruas de Nápoles só se viram livres das pilhas de lixo em setembro.</p>
<p>E hoje, como vai o assunto? Dois anos após o auge da crise, o lixo já não é visível mas,  segundo a imprensa italiana, o problema continua.</p>
<p>Em março, a <a href="http://www.monstersandcritics.com/news/europe/news/article_1538445.php/Italy-to-blame-for-Naples-rubbish-crisis-EU-court-rules-Roundup" target="_blank">União Européia</a> condenou o governo italiano pelo episódio, argumentando que ele não havia se preparado o suficiente, que muitas vezes o lixo tinha que viajar longas distâncias e que tanto os depósitos irregulares quanto as fogueiras acendidas pelas multidões enfurecidas durante a crise representaram um risco grave ambiental e de saúde. A União Européia também decidiu que a Itália terá de criar novas leis e investir em sistemas de disposição final o mais rápido possível se não quiser pagar uma multa e sofrer sanções legais.</p>
<p>Um artigo publicado pelo semanário <a href="http://espresso.repubblica.it/dettaglio/rifiuti-che-bluff/2123808/" target="_blank">L’Espresso</a><a href="http://espresso.repubblica.it/dettaglio/rifiuti-che-bluff/2123808/"></a> informa que os novos aterros instalados pelo governo não têm um sistema adequado para drenar o chorume e este tem que ser coletado diversas vezes ao dia e levado para estações de tratamento a um custo de dezenas de milhares de euros por dia. Num dos aterros, a situação é emergencial porque o chorume pode transbordar e contaminar os campos e pastagens adjacentes.</p>
<p>Daniele Fortini, que assumiu o serviço de gestão de resíduos de Nápoles pouco depois do auge da crise, fez recentemente uma análise interessante do problema <a href="http://www.waste-management-world.com/index/display/article-display/359457/articles/waste-management-world/volume-10/issue-2/regulars/waste-leadership-series/rectifying-a-waste-crisis.html" target="_blank">aqui</a>. Ele diz que houve excesso de confiança no desempenho das unidades de triagem (para separação de recicláveis e compostáveis) &#8211; uma crença de que elas, por si só, resolveriam o problema do lixo, daí o baixo investimento em soluções de disposição final. Ou seja, teria havido uma espécie de &#8220;wishful thinking&#8221;, expressão inglesa que indica um excesso de otimismo que toma o sonho como verdade. Deu no que deu.</p>
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		<title>A arquitetura da ostra</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 07:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Pardini</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Pardini]]></category>
		<category><![CDATA[moluscos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Museu de Arte Moderna de Nova York]]></category>

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		<description><![CDATA[Contra a subida do nível do mar em decorrência das mudanças climáticas, Nova York tem uma arma poderosa: a ostra. A cidade já foi conhecida como a capital mundial das ostras, mas graças a séculos de poluição da água e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ostreidae_ja_20090114.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-8452" title="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ostreidae_ja_20090114.JPG" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/07/800px-Ostreidae_ja_20090114-264x198.jpg" alt="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ostreidae_ja_20090114.JPG" width="264" height="198" /></a>Contra a subida do nível do mar em decorrência das mudanças climáticas, Nova York tem uma arma poderosa: a ostra. A cidade já foi conhecida como a capital mundial das ostras, mas graças a séculos de poluição da água e dragagem do New York Harbor, um ancoradouro natural, hoje não produz mais os moluscos. Para que eles voltem e ajudem a cidade a se adaptar às alterações do clima, um grupo de arquitetos, paisagistas, engenheiros e ativistas criou a oyster-tecture, ou aquitetura da ostra.</p>
<p>Trata-se de um de cinco projetos da exibição <a href="http://moma.org/explore/inside_out/2010/02/23/rising-currents-the-hudson#description" target="_blank">Rising Currents</a>, em cartaz no Museu de Arte Moderna de Nova York, o Moma, até outubro. O New York Harbor foi dividido em cinco zonas, cada uma designada a grupos diferentes de <em>designers</em> com a missão de desenvolver soluções diante da previsão de subida do nível do mar. No caso da zona 4 – que engloba a região do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gowanus_Canal" target="_blank">Canal Gowanus</a>, no Brooklin, incluindo a Governors Island –, a equipe do Scape, um estúdio de arquitetura local, foi buscar inspiração no passado. Encontrou a ostra.</p>
<p>“Recifes de ostras já cobriram 25% do New York Harbor e eram capazes de filtrar toda a água da região em questão de dias”, <a href="http://www.moma.org/explore/multimedia/videos/98/582" target="_blank">diz Kate Orff</a>, diretora do Scape. Além de melhorar a qualidade da água, os moluscos se aglomeram em recifes, que constituem uma excelente maneira de atenuar ondas e proporcionam <em>habitat</em> para uma série de outros animais. Kate e sua equipe imaginam usar o Canal Gowanus como um berçário de ostras e, quando elas estiverem maduras, permitir que as águas do próprio canal as levem para o harbor, onde os moluscos se aglomerariam em recifes artificiais, ajudando a conter a subida do nível do mar e tempestades de maré. A ideia é que os recifes atuariam como barreiras orgânicas, crescendo e evoluindo ao longo do tempo em conjunto com a ameaça das mudanças climáticas. Em cima de tudo isso, os designers projetaram uma série de espaços públicos.</p>
<p>“Queremos explorar o poder biológico das ostras e outras criaturas no harbor e canalizá-lo em direção a uma nova relação entre os nova-iorquinos e seus sistemas hídricos”, diz Kate. Ela espera que, no futuro próximo, as esquinas de Nova York sejam povoadas não apenas por carrinhos de cachorro-quente, mas também por barracas vendendo ostras frescas. E que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/I_Love_New_York" target="_blank">famosa camiseta</a> um dia estampe “I oyster New York”.</p>
<p>A oyster-tecture e os demais projetos da exposição Rising Currents valem uma visita virtual ao museu. Dica da Renata e do Pedro.</p>
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		<title>Investimento recorde em tecnologias limpas</title>
		<link>http://pagina22.com.br/index.php/2010/07/o-apetite-dos-investidores-pela-sustentabilidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 17:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Scharf</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[energias alternativas]]></category>
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		<category><![CDATA[venture capital]]></category>

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		<description><![CDATA[
As tecnologias consideradas mais sustentáveis continuam firmes entre as preferidas do venture capital norte-americano, confirmando uma tendência iniciada há pouco mais de dois anos e relatada, na época, num artigo da Página 22 (“Dinheiro a rodo”).
Segundo a National Venture Capital [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/sirqitous/4651534995/sizes/m/in/photostream/"><img class="alignleft size-large wp-image-8388" title="dinheiro" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dinheiro-202x270.jpg" alt="dinheiro" width="202" height="270" /></a></p>
<p>As tecnologias consideradas mais sustentáveis continuam firmes entre as preferidas do venture capital norte-americano, confirmando uma tendência iniciada há pouco mais de dois anos e relatada, na época, num artigo da Página 22 (“<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2008/03/dinheiro-a-rodo/" target="_blank">Dinheiro a rodo</a>”).</p>
<p>Segundo a <a href="http://www.nvca.org/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=628" target="_blank">National Venture Capital Association</a>, que representa mais de 400 fundos de capital de risco e private equity dos EUA, nunca se apostou tanto em tecnologias limpas (energias alternativas, controle da poluição, reciclagem, conservação de energia). Dados divulgados na sexta-feira indicam que, nos últimos três meses, foi investido US$ 1,5 bilhão em pequenas empresas do setor, 107% a mais do que no trimestre anterior.</p>
<p>O maior investimento do período, US$ 350 milhões, foi para a Better Place, uma indústria californiana que participa da cadeia de produção de veículos elétricos. Este foi um dos quatro maiores investimentos em venture capital registrados no país nos últimos 15 anos. Por trás dessa operação estão um fundo de private equity da Morgan Stanley, a VantagePoint Venture Partners e alguns investidores anônimos.</p>
<p>Veja como cresceram os investimentos de venture capital em tecnologias limpas nos EUA nos últimos 15 anos (em parênteses, o número de transações):</p>
<p>1995 &#8211; US$ 74.724.200 (35)</p>
<p>2000 &#8211; US$ 586.471.900 (49)</p>
<p>2005 &#8211; US$ 453.412.600 (80)</p>
<p>2006 &#8211; US$ 1.613.611.500 (140)</p>
<p>2007 -US$ 2.562.683.800 (234)</p>
<p>2008 &#8211; US$ 4.003.161.200 (275)</p>
<p>2009 &#8211; US$ 2.065.532.100 (189)</p>
<p>2010 (primeiro semestre) &#8211; US$ 2.182.037.800 (141)</p>
<p>Mesmo no ponto fora da curva, 2009, quando houve uma queda geral devido à crise, o setor teve um bom desempenho, ficando com 12,5% de todo o venture capital norte-americano, acima dos 11,4% do ano anterior.</p>
<p>O apoio explícito do governo de Barack Obama às energias renováveis e à conservação de energia provavelmente ajudou a alimentar essa tendência, mas é fato que as renováveis estão crescendo dramaticamente no mundo todo, com destaque para a China e a Europa.</p>
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		<title>O sertão que vira mar</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 09:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Pardini</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>

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		<description><![CDATA[Graças a intensas chuvas que caíram meses atrás a milhares de quilômetros de distância e a uma boa precipitação in loco, a bacia do Lago Eyre, no coração da Austrália, está cheia de água, animais, plantas e turistas. O que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lake_Eyre_May_9,_2009.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8364" title="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lake_Eyre_May_9,_2009.jpg" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/07/800px-Lake_Eyre_May_9_2009-297x198.jpg" alt="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lake_Eyre_May_9,_2009.jpg" width="297" height="198" /></a>Graças a intensas chuvas que caíram meses atrás a milhares de quilômetros de distância e a uma boa precipitação <em>in loco</em>, a bacia do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_Eyre" target="_blank">Lago Eyre</a>, no coração da Austrália, está cheia de água, animais, plantas e turistas. O que há poucas semanas era deserto hoje é uma imensa área alagada e há esperança que as águas que ainda correm, vindas do norte, encham o lago pela primeira vez desde 1974. É o grande <em>boom</em> depois de décadas de vacas magras.</p>
<p>Trata-se do segundo ano consecutivo que a região, no estado de South Australia, registra cheias. Em 2009 o nível da água atingiu o pico em junho e não chegou a encher o lago. No século XX, isso só aconteceu três vezes. Toda vez, as águas trazem um ciclo de renovação, acordando os peixes que permaneceram dormentes nos <em>waterholes</em> que resistem à seca – este ano foram identificadas 20 espécies. Vindos da costa, milhares de pássaros, incluindo cisnes, pelicanos e gaivotas, convergem para o lago para reproduzir. Os cientistas buscam responder como as aves sabem quando há água no coração seco do continente.</p>
<p>Quanto aos turistas, com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_sYjjsTqczY" target="_blank">extensa cobertura da mídia</a>, começa a peregrinação para ver a exuberância da região, com a maioria fazendo sobrevôos. Mas é possível também participar de uma regata, organizada por um insuspeitado <em><a href="http://www.lakeeyreyc.com/">yatch club</a></em><a href="http://www.lakeeyreyc.com/"> </a>que opera nos anos de enchente.</p>
<p>Até o século XIX, os colonos ingleses acreditavam que o interior australiano abrigava um imenso mar, pois era quase inimaginável que tão grande continente não contasse com rios capazes de encher um oceano. Várias expedições foram enviadas ao interior em busca do mítico lago, nunca encontrado. Hoje sabe-se que o grande corpo d’água está debaixo da terra, na chamada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Great_Artesian_Basin" target="_blank">Grande Bacia Artesiana</a>, um dos maiores e mais profundos aqüíferos do mundo, que se estende por baixo dos estados de South Australia, New South Wales e Queensland. A água das chuvas nos estados mais ao norte – Queensland e New South Wales – recarregam o aqüífero e, em anos bons, correm para o sul em direção ao lago.</p>
<p>A enchente no <em>outback</em>, além de um espetáculo de vida, traz a boa nova de que a seca de quase uma década foi interrompida. Em 2006, com os reservatórios de água reduzidos a menos de 20% da capacidade em 2006, o estado de Queensland resolveu agir. Além das restrições de uso da água em áreas externas – jardins e quintais, por exemplo –, o governo lançou uma campanha para reduzir o consumo dentro de casa. Chamada de <a href="www.brisbane.qld.gov.au/bccwr/lib262/watersense_fact_sheet.pdf" target="_blank">Target 140</a>, incentivou medidas voluntárias para manter o consumo abaixo de 140 litros por pessoa por dia. Bem sucedida, a campanha não só reduziu o consumo de 180 para 112 litros per capita diários, como manteve-o nesse patamar mesmo quando a meta foi elevada para 170 litros. Hoje Queensland tem a menor taxa de consumo de água da Austrália – prova de que, assim como o sertão pode virar mar, é possível mudar o estado coisas.</p>
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		<title>6 notícias surpreendentes sobre energia e aquecimento global</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 03:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Scharf</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quem diria. A anestesia geral usada em cirurgias e a cocaína têm papel relevante na promoção do aquecimento global &#8211; e este está aumentando o volume de lixo espacial. Veja estas e outras notícias que mostram ângulos inesperados do debate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/nostri-imago/3346241193/sizes/m/in/photostream/"><img class="alignleft size-medium wp-image-8177" title="satelite" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/07/satelite-264x198.jpg" alt="satelite" width="310" height="233" /></a></p>
<p>Quem diria. A anestesia geral usada em cirurgias e a cocaína têm papel relevante na promoção do aquecimento global &#8211; e este está aumentando o volume de lixo espacial. Veja estas e outras notícias que mostram ângulos inesperados do debate energético e climático:</p>
<p>1 &#8211; O aquecimento global está aumentando o volume de lixo espacial em órbita. Pesquisadores britânicos da University of Southampton que estudam as órbitas de 30 satélites artificiais ao longo dos últimos  40 anos concluiram que eles estão permanecendo em órbita por mais tempo e demorando mais a se incendiarem. Em artigo recém-publicado pela revista de divulgação científica <a href="http://www.newscientist.com/article/mg20627663.000-climate-change-is-leaving-us-with-extra-space-junk.html" target="_blank">New Scientist</a>, eles informam que o fenômeno pode estar associado ao maior volume de dióxido de carbônico na atmosfera. O gás estaria tornando o ar mais frio e menos denso, o que estaria aumentando a durabilidadade de foguetes e satélites a uma altitude de 300 quilômetros em até 25% ao ano. O aumento do volume de equipamentos no espaço, muitos deles já inativos, aumenta o risco para os novos lançamentos de espaçonaves.</p>
<p>2 &#8211; Cirurgias emitem uma barbaridade de carbono. Um estudo mostra que num hospital bastante ativo o uso de anestésicos inaláveis pode gerar um volume de gases-estufa equivalente a toda uma frota de automóveis ao longo de um ano (dependendo do tipo de anestesia, de 100 a 1.200 carros). A <a href="http://news.yahoo.com/s/hsn/20100708/hl_hsn/anestheticscouldaddtoglobalwarming" target="_blank">conclusão</a> é de pesquisadores da University of California e da Universidade de Oslo, na Noruega.</p>
<p>3 &#8211; Aspirar umas poucas carreiras de cocaína demanda o desmatamento de quatro metros quadrados de florestas tropicais na Colômbia, substituídas por plantações de coca. O dado foi apresentado recentemente numa comissão do <a href="http://www.mirror.co.uk/news/top-stories/2010/03/03/cocaine-users-making-global-warming-worse-115875-22081755/" target="_blank">Parlamento inglês </a>para demonstrar o impacto do vício sobre o clima do planeta.</p>
<p>4 &#8211; Lontras podem ser uma grande arma contra o aquecimento global. O mamífero marinho come ouriços que se alimentam de algas marrons, que absorvem grandes quantidades de carbono. Ou seja, a presença de lontras ajuda na manutenção das algas. Em artigo da revista <a href="http://www.newscientist.com/article/dn19145-sea-otters-worth-700-million-in-carbon-credits.html" target="_blank">New Scientist</a>, Chris Wilmers, da University of California, estima que, se a população de lontras da costa norte-americana voltasse ao tamanho que tinha antes da colonização do país, poderiam ser gerados créditos de carbono num valor superior a US$ 700 milhões.</p>
<p>5 &#8211; Uma nova lei de Nova York proíbe que as lojas mantenham suas portas abertas quando estiverem com o ar condicionado ligado. No entanto, muitas o fazem para atrair clientes. Na semana passada, nove delas foram multadas em US$ 200 devido a essa prática, segundo o <a href="http://cityroom.blogs.nytimes.com/2010/07/08/9-stores-fined-for-propping-doors-open/" target="_blank">The New York Times</a>.</p>
<p>6 &#8211; Nos Estados Unidos, a taxa de inadimplência dos proprietários de imóveis altamente eficientes de um ponto de vista energético é 11% menor do que a dos donos de imóveis convencionais. Vale lembrar que boa parte dos norte-americanos compra suas casas a longuíssimo prazo &#8211; e que as taxas de inadimplência atingiram patamares históricos devido à crise que se arrasta há dois anos. O estudo seria uma análise interna produzida por uma grande instituição financeira, citada pelo blog <a href="http://www.grist.org/article/2010-07-12-home-energy-efficiency-cuts-mortgage-default-rates.-fannie-fredd/" target="_blank">Grist</a>, baseado em fontes anônimas.</p>
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<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://toolbarqueries.google.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> PR: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="Google pagerank" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.google.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> I: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="Google index" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.google.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> L: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="Google links" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://siteexplorer.search.yahoo.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> LD: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="Yahoo linkdomain" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.bing.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> I: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="Bing index" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="Sitemap.xml" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.semrush.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> Rank: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="SEMRush Rank" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.semrush.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> Traffic: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="SEMRush SE Traffic" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.semrush.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> Price: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="SEMRush SE Traffic price" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
<td style="background: none repeat scroll 0% 0% #f0f0f0; border: 1px solid gray; color: darkgreen; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; white-space: nowrap; padding: 2px;"><img style="vertical-align: middle;" src="http://siteanalytics.compete.com/favicon.ico" alt="" width="12px" height="12px" /> C: <a style="color: blue; font-family: Tahoma; font-size: 7pt; font-weight: bold; text-decoration: underline;" title="Compete Rank" href="javascript:{}">wait&#8230;</a></td>
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</td>
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<div id="seolinx-tooltip" style="border: 1px solid #000000; display: none; margin: 0pt; opacity: 0.9; padding: 0pt; position: absolute; width: auto; z-index: 99999;">
<table style="border: 0pt none; border-collapse: separate; margin: 0pt; padding: 0pt; width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td id="seolinx-table" style="border: 0pt none; font-family: Tahoma; font-size: 11px; font-weight: bold; margin: 1px; padding: 0pt;"></td>
<td id="seolinx-tooltip-close" style="border: 0pt none; cursor: pointer; margin: 0pt; padding: 1px; vertical-align: middle; width: auto;" title="close"><img src="chrome://seoquake/content/skin/close.gif" alt="" /></td>
</tr>
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</div>
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		<title>Quem tem põe, quem não tem tira</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 06:39:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Pardini</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[altruismo]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Pardini]]></category>
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		<category><![CDATA[local]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia por trás da cenoura-ou-porrete é que para levar as pessoas a agir em benefício de um grupo, e não apenas por interesse próprio, é preciso incentivar o bom comportamento ou penalizar o mau. O fato de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/07/caixa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8243" title="caixa" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/07/caixa.jpg" alt="caixa" width="330" height="440" /></a>A ideia por trás da cenoura-ou-porrete é que para levar as pessoas a agir em benefício de um grupo, e não apenas por interesse próprio, é preciso incentivar o bom comportamento ou penalizar o mau. O fato de que o incentivo, ao pé da letra, é uma cenoura, dá o que pensar, uma vez que pessoas e cavalos estariam na mesma categoria. De qualquer forma, sem a tal cenoura, o indivíduo praticaria boas ações somente como forma de retribuir uma boa ação feita a ele. Seria possível que o ser humano opte por ser bom sem cenoura, porrete ou reciprocidade?</p>
<p>A internet está cheia de exemplos em que as pessoas colaboram voluntariamente, sem receber pagamento ou boa ação em troca. Pense na Wikipedia, em que as intervenções dos voluntários beneficiam o conjunto dos usuários da enciclopédia, mas ninguém em particular. Para testar até que ponto vai essa forma de agir, uma dupla de artistas americanos criou o <a href="http://thefuturemachine.com/thestrangerexchange/index.htm" target="_blank">The Stranger Exchange</a>, um exercício em que anônimos doam coisas a outras pessoas sem necessariamente receber algo em troca.</p>
<p>A ideia foi posta em prática em uma região central da cidade de Boston, em frente a um conhecido café. Para executá-la, os artistas usaram uma caixa daquelas em que – em quase todas as esquinas nas cidades dos países ricos – é possível depositar moedas e retirar um exemplar de jornal. Só que ali qualquer um pode depositar um item – livros, CDs, DVDs, fotografias, souvenires, o que for – para qualquer um retirar. E a caixa incentiva doadores e receptores a visitarem um website para contar a experiência.</p>
<p>Além de livros e DVDs, os artistas <a href="http://shareable.net/blog/the-stranger-exchange" target="_blank">relataram</a> ter encontrado, em visitas dia-sim-dia-não à caixa, desenhos de próprio punho e até CDs gravados especialmente para dar&#8230; a um estranho. E nunca encontraram nada que não fosse uma legítima doação. O legal do The Stranger Exchange é que os estranhos, provavelmente, são vizinhos, pois circulam pelo bairro e prestam atenção a uma caixa nova que aparece na esquina. É quase que uma comunidade virtual com um pé bem fincado no mundo real – e local.</p>
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		<title>Você conhece a do papagaio, o padre e a loira no barco do Greenpeace?</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 03:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Scharf</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que não se faz humor de qualidade sobre a questão ambiental? O tema é dramático demais, urgente demais para evocar o riso?
Mas o humor não é uma das melhores formas de se colocar o dedo nas feridas, de se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7990" class="wp-caption alignleft" style="width: 408px"><a href="http://www.flickr.com/photos/alancleaver/3217662958/"><img class="size-full wp-image-7990" title="riso" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/06/riso1.jpg" alt="Sorria!" width="398" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Sorria!</p></div>
<p>Por que não se faz humor de qualidade sobre a questão ambiental? O tema é dramático demais, urgente demais para evocar o riso?</p>
<p>Mas o humor não é uma das melhores formas de se colocar o dedo nas feridas, de se atrair a atenção da plebe, de animar as massas? Se, como diziam os latinos, <em>Castigat Ridendo Mores</em> – com o humor criticamos os costumes -, por que não usá-lo como instrumento de mobilização?</p>
<p>Passei as últimas semanas rastreando a internet em várias línguas para descobrir piadas e anedotas que dessem um refresco para aqueles que, como eu, estão envelhecendo precocemente por causa do acidente da BP, as inundações de Alagoas e o aquecimento global.</p>
<p>Deparei-me com pouco, ou quase nada. O melhor são os <em>cartuns</em> &#8211; mas difícil achar algum que eu estivesse autorizada a reproduzir. (Veja alguns <a href="http://cagle.msnbc.com/news/EnvironmentMadden/main.asp" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://www.cartoonstock.com/newscartoons/directory/E/Environment.asp" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.cartoonistgroup.com/bysubject/subject.php?sid=517" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Mesmo assim, segue aqui uma seleção de algumas piadas mais inspiradas. Quem sabe você não teria alguma para acrescentar ao meu repertório?</p>
<ul>
<li>Quantos ambientalistas são necessários para trocar uma lâmpada?</li>
</ul>
<p>Dez. Um escreve uma carta pedindo à lâmpada que tome providências. Quatro circulam um abaixo assinado para pressioná-la a agir. Outro entra na Justiça com o mesmo intuito. Um outro envia vibrações positivas e mensagens de carinho à lâmpada, porque esta é a única forma de promover uma verdadeira mudança. Um aceita a lâmpada queimada do jeito que ela é, uma vez que é pela aceitação das diferenças que valorizamos a diversidade e atingimos o equilíbrio. Outro é necessário para escrever um livro sobre como e por que a lâmpada precisa ser trocada. E, finalmente, um para dar uma porrada na maldita lâmpada, porque sabemos muito bem que ela nunca vai mudar.</p>
<ul>
<li>Uma variante dessa piada: quantos céticos quanto às mudanças climáticas são necessários para trocar uma lâmpada?</li>
</ul>
<p>Nenhum. Ainda é muito cedo para saber se ela realmente precisa ser trocada.</p>
<ul>
<li>Um ambientalista morre e, ao chegar aos portões do paraíso, é informado por São Pedro que deve descer ao inferno. Ele acata a decisão do santo, mas fica inconformado com o que encontra nas profundezas. Põe-se a militar por um ambiente mais agradável e sustentável. Em pouco tempo, consegue controlar as altas temperaturas, melhorar a qualidade do ar e da água e cobrir de verde as paisagens infernais.  A população do inferno, o Demo inclusive, não poderia estar mais satisfeita e o ambientalista ganha tal popularidade que sua história chega aos ouvidos de Deus.</li>
</ul>
<p>O Todo Poderoso chama o Diabo e diz que percebeu que São Pedro fez um erro e que o ambientalista deve se mudar para o Paraíso. Satã, naturalmente, recusa-se a liberar seu benfeitor. Deus ameaça, então, processar o diabo. Este cai na gargalhada: “Essa é boa. E onde é que você acha que estão todos os advogados?”</p>
<ul>
<li>Dois planetas se encontram no espaço. Um está mal das pernas, o outro vende saúde. O planeta que vai bem pergunta ao outro: “ei, o que houve com você?”, ao que o primeiro responde: “os humanos estão acabando comigo”. Ao que o planeta saudável diz: “é, eles são mesmo uma encrenca. Por isso mesmo dei cabo deles”.  (Piada agridoce do repertório de Mikhail Gorbatchev, o ex-líder soviético convertido a neo-ambientalista)</li>
</ul>
<ul>
<li>“Segundo um novo relatório das Nações Unidas, as previsões de aquecimento global são muito piores do que era previsto. Isso é muito ruim, já que inicialmente se previa que isto ia destruir o planeta”. (do comediante Jay Leno)</li>
</ul>
<ul>
<li>Esta é velha mas é boa: o (ex) presidente George Bush tem um plano para combater o aquecimento global: para reduzir a temperatura, basta trocar a escala Fahrenheit pela Celsius (do humorista Jimmy Kimmel)</li>
</ul>
<ul>
<li>Da mesma safra: Segundo uma pesquisa da revista Time, 85% dos norte-americanos acreditam que o aquecimento global está acontecendo. Os outros 15% trabalham na Casa Branca (também de Jay Leno)</li>
</ul>
<p>Ok &#8211; elas não são assim nenhuma maravilha. Por favor, mande a sua &#8211; estou precisando de uma piada escrachada. Aposto que você também.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O bom, o ótimo e as baleias</title>
		<link>http://pagina22.com.br/index.php/2010/07/o-bom-o-otimo-e-as-baleias/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 10:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Pardini</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[baleias]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Internacional da Baleia]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Pardini]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>

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		<description><![CDATA[A decisão da Comissão Baleeira Internacional (CBI) de não mexer na moratória à pesca de baleias em vigor desde 1986 – mas desrespeitada pelo Japão, Noruega e Islândia – foi comemorada pelo ministro do meio ambiente australiano, Peter Garrett, e por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/christopherdinottia/3026883678/"><img class="alignleft size-medium wp-image-8061" title="http://www.flickr.com/photos/christopherdinottia/3026883678/" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/06/3026883678_5395c6414c-297x198.jpg" alt="http://www.flickr.com/photos/christopherdinottia/3026883678/" width="297" height="198" /></a>A decisão da Comissão Baleeira Internacional (CBI) de não mexer na moratória à pesca de baleias em vigor desde 1986 – mas desrespeitada pelo Japão, Noruega e Islândia – foi comemorada pelo ministro do meio ambiente australiano, Peter Garrett, e por ONGs ambientalistas. A Austrália liderou a oposição durante a reunião da CBI encerrada em 25 de junho no Marrocos à proposta para reabrir a pesca comercial das baleias, com quotas decrescentes. Para os defensores da proposta, entre eles Estados Unidos e Nova Zelândia, é melhor permitir a pesca – e regular com vistas a diminuir –do que manter uma moratória que, na prática, não funciona. O resultado da reunião, dizem observadores, é o típico caso em que o “ótimo” – a tentativa de cessar completamente a caça aos cetáceos – impede que se obtenha o “bom” – diminuir o pegado.</p>
<p>Ao fim de quatro dias de reuniões, os 88 países da CBI não conseguiram chegar a um acordo. <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/science_and_environment/10422957.stm" target="_blank">Segundo relatos</a>, as partes chegaram perto, com o Japão concordando em reduzir drasticamente o pegado, mas rejeitando o prazo de dez anos para encerrar totalmente suas atividades no Oceano Antártico. Sem o entendimento, tudo continuará como dantes. Atualmente, o Japão utiliza uma brecha da moratória que permite a caça para fins científicos, e pesca nas águas de um santuário declarado pela CBI no Oceano Antártico. Noruega e Islândia simplesmente se opõem à moratória e continuam suas atividades. Organização voluntária que não conta com o suporte de um acordo internacional entre os países membros, a CBI não tem poderes para fazer valer suas decisões.</p>
<p>Para Garrett, houve “progresso” em outras áreas, como a elaboração de planos de conservação e manejo e a implementação de uma agenda para a pesquisa científica “não-letal” às baleias. O objetivo da Austrália é reformar a CBI – criada em 1946 com o intuito de desenvolver a indústria baleeira – e torná-la uma entidade de conservação. Além da oposição à reabertura da pesca comercial na comissão, a Austrália <a href="http://www.icj-cij.org/docket/files/148/15953.pdf?PHPSESSID=d1fe940c315f93d27b28fba578ee4f50" target="_blank">iniciou processo</a> contra o Japão na Corte Internacional de Justiça pela caça aos cetáceos no Oceano Antártico.</p>
<p>Sem o “bom” nem o “ótimo” ao alcance, começou em junho mais uma temporada de observação de baleias, ou <em>whale-watching, </em>no Hemisfério Sul. Avaliado globalmente em mais de US$ 2 bilhões anuais, trata-se de um dos setores do turismo que mais cresce e, com certeza, se beneficiaria de um acordo internacional para diminuir ou por fim à pesca de baleias.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A agricultura orgânica tem futuro?</title>
		<link>http://pagina22.com.br/index.php/2010/06/a-agricultura-organica-tem-futuro/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 03:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Scharf</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura orgânica]]></category>

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		<description><![CDATA[ Provavelmente não, segundo a pessimista Heather Rogers, autora de &#8220;Green Gone Wrong: How Our Economy Is Undermining the Environmental Revolution&#8221;, que acaba de sair nos Estados Unidos. O livro &#8211; que poderia ser traduzido como &#8220;O Verde que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.powells.com/biblio/9781416572220?&amp;PID=25450#"><img class="alignleft size-large wp-image-7973" title="Green" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Green-175x270.jpg" alt="Green" width="191" height="296" /></a> Provavelmente não, segundo a pessimista Heather Rogers, autora de &#8220;Green Gone Wrong: How Our Economy Is Undermining the Environmental Revolution&#8221;, que acaba de sair nos Estados Unidos. O livro &#8211; que poderia ser traduzido como &#8220;O Verde que não deu Certo: como a Nossa Economia está Minando a Revolução Ambiental&#8221; &#8211;  discute como os negócios com foco na sustentabilidade muitas vezes descarrilam devido às forças do mercado. Para Rogers, o modelo capitalista focado no crescimento constante compromete a virtude desses projetos. &#8220;Quando grandes empresas, como a General Mills, Kraft ou o Wal Mart impõem um aumento na escala da produção de orgânicos e exigem uma oferta de produtos constante e uniforme, têm de sair pelo mundo em busca de fornecedores&#8221;, explica a autora, numa <a href="http://www.pbs.org/wnet/need-to-know/environment/how-green-was-my-organic-milk/1707/" target="_blank">entrevista </a>(em inglês) dada na semana passada à rede pública de rádio e TV PBS.</p>
<p>Essa demanda impõe, por exemplo, o desmatamento de matas nativas para a expansão das culturas &#8211; veste-se um santo mas deixa-se outro pelado. Rogers cita o exemplo de uma produtora de açúcar orgânico do Paraguai que abastece um terço do mercado norte-americano. Para conseguir atender seus clientes, a empresa teve de entrar mata adentro &#8211; e as normas norte-americanas não vêem aí nenhum problema. Ela cita também o caso da <a href="http://www.inc.com/magazine/20070701/casestudy.html" target="_blank">Organic Valley</a>, a maior cooperativa orgânica s e uma das maiores produtoras de laticínios orgânicos dos Estados Unidos, que teve que interromper as suas vendas para o megavarejista Wal-Mart porque teria de multiplicar sua escala de produção, comprar de grandes produtores industriais e reduzir a qualidade do produto e do serviço.</p>
<p>Além disso, a autora argumenta que o sistema vigente torna a produção orgânica inviável economicamente. Ela entrevistou uma série de pequenos produtores que não estão conseguindo alcançar a estabilidade financeira. Ela exemplifica com o caso de um produtor rural que só ganha US$ 7  por hora, mesmo cobrando US$ 14 por uma dúzia de ovos. Segundo ela,  ele não é uma exceção. &#8220;Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA)&#8221;, diz Rogers durante a entrevista, &#8220;de 85% a 95% da renda desses produtores vêm de outras fontes, como o trabalho para terceiros, herança ou a renda do cônjuge. Esse modelo de produção pode ser ambientalmente sustentável, mas não o é economicamente, porque demanda muito mais trabalho e porque, para se produzir localmente, é preciso estar perto de uma área de população adensada, onde a terra é muito mais cara. Por fim, esses produtores também não têm muito apoio do USDA, que destina apenas 2% do seu orçamento de pesquisa para a produção orgânica. E a extensão e o crédito rurais também são muito mais focados na produção convencional&#8221;. Tudo isso faz com que o produto final seja muito caro. Embora os Estados Unidos vivam um boom de &#8220;farmers markets&#8221; &#8211; feiras em que os produtores oferecem alimentos locais e orgânicos à população -, esse tipo de comércio não poderá crescer indefinidamente, porque seus preços são inacessíveis à maior parte da população.</p>
<p>Para Rogers, a agricultura orgânica é válida e merece incentivos &#8211; mas é improvável que esse modelo venha a se tornar dominante.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Trabalhar compartilhado</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 07:21:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Pardini</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[coletivos]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades]]></category>
		<category><![CDATA[coworking]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Pardini]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia da informação]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/noneck/2413566209/in/photostream/"><img class="alignleft size-medium wp-image-7968" title="http://www.flickr.com/photos/noneck/2413566209/in/photostream/" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/06/2413566209_13aeb99292-300x168.jpg" alt="http://www.flickr.com/photos/noneck/2413566209/in/photostream/" width="300" height="168" /></a>Não faz muito tempo – antes da explosão da internet nos anos 90 – era comum ouvir falar do trabalhador do futuro, aquele que atuaria confortavelmente de sua própria casa, usando as tecnologias da informação para se conectar e se comunicar com o resto do mundo, e evitar o trânsito de cada dia para chegar no escritório. Parece que o futuro mudou de rumo e hoje uma legião de trabalhadores independentes quer mais é contato humano.</p>
<p>Em cidades como São Francisco e Nova York, a moda do <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coworking" target="_blank">coworking</a></em> pegou, com profissionais de várias áreas juntando-se a espaços coletivos de trabalho. São proprietários de pequenas empresas, empreendedores ou <em>freelancers</em> que não dependem dos companheiros de escritório para produzir, mas não abrem mão de interagir, trocar ideias e colaborar. Algumas comunidades tem integrantes fixos, que pagam aluguel mensal para usar mesa, cadeira, conexão à internet e outros serviços, e outras também permitem o uso por algumas horas ou dias.</p>
<p>Há também a comunidade, sem espaço fixo, que se reúne uma vez por semana para se beneficiar do contato humano. É o <a href="http://workatjelly.com/" target="_blank">Jelly</a>, que se auto-intitula um “evento de trabalho casual”: gente que se encontra na casa de alguém, em um café ou escritório para compartilhar um dia de trabalho. O ativo mais importante dos encontros são as pessoas que participam – e qualquer um pode participar.</p>
<p>Do outro lado do espectro, há a rede de espaços compartilhados <a href="http://the-hub.net/" target="_blank">The Hub</a>, dedicada a indivíduos ou empresas voltados para a inovação e o empreendedorismo social. “The Hub é uma comunidade global de pessoas de todas as profissões, <em>backgrounds</em> e culturas, que trabalham em ‘novas fronteiras’ para enfrentar os problemas sociais, culturais e ambientais mais urgentes do mundo”, descreve o website da rede. Nessa comunidade, os membros são escolhidos para adicionar valor à organização como um todo e uns aos outros, e espera-se que o resultado seja inovação para o bem comum. Além compartilhar espaço e serviços, há eventos conjuntos e o plano de oferecer serviços financeiros aos membros.<a href="http://saopaulo.the-hub.net/public/" target="_blank"> São Paulo </a>é uma das 12 cidades do mundo que conta com um The Hub.</p>
<p>Parece que, no presente, o indivíduo não está fadado ao isolamento em seu cubículo ou apartamento e as comunidades locais, graças à tecnologia, podem se conectar globalmente.</p>
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