Risco e oportunidade

Por Carolina Derivi
O Cerrado, não a Amazônia, é o bioma brasileiro mais ameaçado pela expansão agrícola dos biocombustíveis, considera o diretor de Estratégias de Conservação da América do Sul da ONG The Nature Conservancy (TNC), David Cleary.  Mas a boa notícia é que a saída para produzir sem desmatar está no próprio agronegócio e na maneira como se estabeleceu no Cerrado.
A pecuária intensiva é uma das principais alternativas para evitar o desmatamento de novas áreas, segundo o estudo Uma Oportunidade para o Brasil: Minimizando os custos ambientais da expansão dos biocombustíveis, da TNC em parceria com a consultoria britânica LMC International, especialista em commodities agrícolas.  O Centro-Oeste é a região de menor densidade de rebanhos bovinos, e poderia acomodar uma repaginação agropecuária.
“Fazendo a pecuária intensiva, há condições de liberar 13 milhões de hectares de pastos plantados no Cerrado, o que seria suficiente para cobrir as necessidades de cultivo de biocombustíveis no Brasil pelos próximos cinco anos, para consumo interno e exportação”, diz Cleary.  O estudo aponta que o mundo precisará plantar entre 12 milhões e 54 milhões de hectares de culturas para biocombustíveis até 2014, dependendo do cenário de crescimento econômico utilizado.  O Brasil seria o único país com “área já desmatada suficiente” para acomodar essa expansão, “sob quaisquer dos cenários econômicos com maior probabilidade de prevalência até 2014”.
Cleary diz que o movimento de intensificação da pecuária já vem acontecendo, com produtores motivados por um retorno financeiro maior, mas considera que a atividade carece de mais incentivos: “O governo poderia estimular isso abrindo uma linha de crédito específica para essa atividade.  As políticas de zoneamento econômico ecológico também podem ajudar, fechando as áreas de alto valor para a biodiversidade”.

O Cerrado, não a Amazônia, é o bioma brasileiro mais ameaçado pela expansão agrícola dos biocombustíveis, considera o diretor de Estratégias de Conservação da América do Sul da ONG The Nature Conservancy (TNC), David Cleary.  Mas a boa notícia é que a saída para produzir sem desmatar está no próprio agronegócio e na maneira como se estabeleceu no Cerrado.

A pecuária intensiva é uma das principais alternativas para evitar o desmatamento de novas áreas, segundo o estudo Uma Oportunidade para o Brasil: Minimizando os custos ambientais da expansão dos biocombustíveis, da TNC em parceria com a consultoria britânica LMC International, especialista em commodities agrícolas.  O Centro-Oeste é a região de menor densidade de rebanhos bovinos, e poderia acomodar uma repaginação agropecuária.

“Fazendo a pecuária intensiva, há condições de liberar 13 milhões de hectares de pastos plantados no Cerrado, o que seria suficiente para cobrir as necessidades de cultivo de biocombustíveis no Brasil pelos próximos cinco anos, para consumo interno e exportação”, diz Cleary.  O estudo aponta que o mundo precisará plantar entre 12 milhões e 54 milhões de hectares de culturas para biocombustíveis até 2014, dependendo do cenário de crescimento econômico utilizado.  O Brasil seria o único país com “área já desmatada suficiente” para acomodar essa expansão, “sob quaisquer dos cenários econômicos com maior probabilidade de prevalência até 2014”.

Cleary diz que o movimento de intensificação da pecuária já vem acontecendo, com produtores motivados por um retorno financeiro maior, mas considera que a atividade carece de mais incentivos: “O governo poderia estimular isso abrindo uma linha de crédito específica para essa atividade.  As políticas de zoneamento econômico ecológico também podem ajudar, fechando as áreas de alto valor para a biodiversidade”.

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