ÚLTIMAS DA REDAÇÃO
O preço da vitória da sustentabilidade
A agenda finalmente conquistou espaço no centro das decisões das empresas. Paradoxalmente, o estudo internacional State of the Sustainability Profession revela que “desanimado” é a palavra mais utilizada para definir o momento atual da carreira e que mais da metade dos entrevistados cogita deixar o ambiente corporativo. Entenda as possíveis razões desse fenômeno
Apenas um dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas apresenta propostas robustas para clima e meio ambiente; confira análise dos planos de governo feita pelo Observatório do Clima.
Ultrapassar 1,5 grau deve servir de alerta para acelerar o combate à crise climática
Relatório do Pnuma indica que o planeta deverá exceder temporariamente o limite estabelecido pelo Acordo de Paris. Especialistas alertam que a intensidade e a duração do overshoot serão decisivas para os impactos sobre pessoas, ecossistemas e economias; perdas associadas aos impactos climáticos podem representar mais de 2% do PIB global.
Região mais rica em água do planeta enfrenta risco crítico de escassez até 2040, aponta estudo
Mesmo em uma região de abundância hídrica, Manaus pode enfrentar risco crítico de escassez até 2040. Entre os motivos, está o agravamento da estiagem como efeito da mudança climática, associado ao aumento de consumo projetado para o consumo humano e principalmente para o setor industrial. Reduzir o uso indiscriminado de sistemas individuais de abastecimento e ampliar a adesão do setor industrial de Manaus ao sistema público de abastecimento são caminhos apontados pelo Instituto Trata Brasil.
Alimentar-se bem exige tempo, e o tempo das mulheres – a quem geralmente é atribuído o papel de cozinhar em sociedades patriarcais e machistas – precisa ser protegido por políticas sociais robustas, diz Emiliano Graziano, do Instituto Fome Zero. Em vez de se recorrer a alimentos ultraprocessados, de preparo rápido mas com excesso de aditivos, ele defende coletivizar o cuidado com a alimentação e adotar políticas públicas estruturantes, entre elas expandir e fortalecer cozinhas comunitárias, restaurantes populares e equipamentos de apoio nas periferias.
Diferentes países e regiões adotaram restrições porque identificaram conflitos entre essa atividade e a proteção da água, da agricultura, da biodiversidade e da saúde. O debate brasileiro não deveria ser apresentado como uma oposição simplista entre “desenvolvimento” e “ambientalismo”. Trata-se de decidir qual modelo de desenvolvimento territorial será priorizado.