Corpo a corpo

Se a corda das horas aperta no pescoço, o tempo é passado e o espaço é passagem. Fica a impressão de que no imenso cenário de vias da cidade de São Paulo nada permanece. Mas, para as lentes da arquiteta Inês Bonduki, o urbano instantâneo revela a sua irônica cara-metade: aquela da inevitável espera, pelo ônibus, pela vez, pelo fim do expediente, pelo dia de sol no feriado.

Há tempo e espaço para tudo isso. Inclusive para contemplar o dirigível ou fruir do ambiente construído com a criatividade do Le Parkour. Em que pese a aridez de paisagem e de minutos, a vida fortuita nas frestas do cotidiano não se suspende, apenas se processa. (clique nas fotos ao lado para ampliar)

Um comentário em “Corpo a corpo

  • 13 de novembro de 2010 a 10:13
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    Legal sentir o gosto da metrópole pelas fotos. Gostaria de aproveitar a oportunidade e elogiar essa seção. Poucas revistas se dão a esse luxo. Parabéns!

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