Despejo de nitrogênio 
deve disparar nos países em desenvolvimento

Segundo previsões do Pnuma, a exportação de nitrogênio inorgânico no mar deve crescer de até 40%. Na América do Sul, irá aumentar em 200%

Foto de Pierre Peetah via Flickr
Foto de Pierre Peetah via Flickr

Há crescente evidência científica de que as zonas mortas nos oceanos funcionam como disruptores endócrinos de organismos marinhos, diminuindo 
o tamanho de seus órgãos reprodutivos, os níveis de hormônios sexuais e a quantidade de ovos. Os disruptores endócrinos emergem como um dos mais trágicos efeitos das zonas mortas – onde os níveis de oxigênio são muito baixos, devido à alta concentração de matéria orgânica, principalmente fósforo e nitrogênio provenientes da agricultura e dos sistemas de esgoto que chegam ao mar.

Segundo o relatório Economia verde em um mundo azul, publicado no início do ano pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), há mais de 500 zonas mortas nos oceanos (mais em “O tripé da insustentabilidade”, por José Eli da Veiga).

Até 2050, as previsões apontam para um cenário ainda mais preocupante. Enquanto na América do Norte e na Europa a exportação de nitrogênio inorgânico dissolvido dos rios para o mar deve crescer de 30% a 40%, nos países em desenvolvimento o incremento tende a ser gigantesco. Na América do Sul, estima-se que o volume de nitrogênio despejado anualmente nos oceanos aumente 200%. Acesse o relatório aqui.

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