Além das redações

O jornal britânico The Guardian abriu, no final de maio, uma cafeteria no bairro de Shoreditch, na Zona Leste de Londres, região conhecida por abrigar empresas como Facebook, Google, Cisco e Last.fm. A intenção do jornal é atrair o público ligado em tecnologia que circula na área para o #guardiancoffee, nome dado à cafeteria, e assim criar um vínculo maior e em tempo real com as pessoas que estão formatando o futuro digital na Inglaterra.

O local terá rede 4G, wi-fi, além de iPads distribuídos pelas mesas com as edições do The Guardian e The Observer à disposição dos clientes. Com isso, o jornal pretende criar uma interação maior com os leitores, que poderão partilhar ideias e opiniões diretamente com os jornalistas lá presentes, praticando-se assim um jornalismo colaborativo.

A editora de tecnologia do Guardian, Jemina Kiss, fará, por exemplo, uma série de entrevistas em vídeo com os principais novos talentos em tecnologia diretamente da cafeteria. Segundo ela, o jornal quer repensar a forma pela qual jornalistas e editores trabalham.

No #guardiancoffee, a xícara de café sai pelo preço de 2,50 libras, cerca de R$ 8,30. Mas não há sinais do jornal impresso por lá.

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