Qualidade de vida à "matéria-prima"

Com base no documentário Terráqueos, abordamos tópicos em que a produção não só pode como deve evoluir na forma como trata os animais: alimentação, entretenimento, estimação, vestuário e desenvolvimento científico

“A natureza é cruel. Mas nós, humanos, não temos de ser.” No decorrer de um levantamento sobre condições de bem-estar dos animais de produção, a melhor parte é se deparar com a tocante e paradigmática história de Temple Grandin [1]. Ao mesmo tempo que driblou o próprio autismo, essa professora doutora de Ciências do Comportamento Animal da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, atropelou a cultura machista, predominante no universo dos cowboys dos anos 1970 e 1980, para fazer uma revolução no manejo de gado confinado e nas técnicas de transporte e de abate, até ali isentas de qualquer princípio humanitário. No desabafo mencionado, ela critica o modo como os matadouros abatiam os animais.

[1] Sua história em 2010 virou um longa-metragem que leva seu nome

Os vários sistemas de estábulos que desenvolveu, sempre dando protagonismo ao respeito aos rebanhos, ganharam o mundo. Embora relacionado à produção de animais de pecuária, o legado de Temple Grandin serve a todos os usos que a economia faz do animal de produção, pois diz respeito à Etologia, a ciência do comportamento animal. Os cinco principais setores econômicos [2] que utilizam animais como “matérias-primas” são: alimentos, diversão/indústria de entretenimento, estimação, vestuário e desenvolvimento científico. (Clique nas palavras para ter acesso às reportagens.)

[2] Tomamos essa estruturação emprestada do documentário Terráqueos (Earthlings), que pode ser assistido acessando o link

Deixe uma resposta