Comida de atleta compartilhada

Alimentos saudáveis e sustentáveis deverão compor a base do cardápio que será preparado para os atletas e suas respectivas equipes durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. Bom para eles. Mas bom também para todos os brasileiros. Afinal, a iniciativa Rio Alimentação Sustentável – uma aliança entre 26 organizações coordenadas pela Conservação Internacional e pela WWF – teve a ideia de compartilhar com todos a possibilidade de refeições livres de problemas em suas cadeias produtivas.

Aos brasileiros ficará como legado um diagnóstico dos parâmetros e da oferta de alimentos saudáveis e sustentáveis no Rio de Janeiro e no Brasil. Bem como recomendações para a formulação de políticas públicas para alimentação.

O grupo analisou 15 cadeias produtivas – de carne, cereais, frutas, hortaliças, peixes, leite e derivados, entre outras – e publicou um guia em português e inglês cujo download pode ser feito no site.

Pegue-se, por exemplo, a castanha-do-pará (ou castanha-do-brasil, como é conhecida lá fora). Seus principais problemas de produção, conforme o levantamento da Rio Alimentação Sustentável, são, na área ambiental, a destruição de ecossistemas; na área social, a pressão territorial, as más condições de trabalho, a exploração do trabalho infantil, o trabalho forçado; e na área econômica, a baixa produtividade, o baixo poder de negociação dos produtores, problemas de armazenamento que incorrem na contaminação e desclassificação do produto.

Desse ponto, segue uma série de informações úteis para quem não quer consumir produtos de má procedência. Por exemplo, as compras devem privilegiar apenas as castanhas certificadas por instituições como FSC, Fair Trade, Orgânico Brasil, Certificação de Origem do Xingu, ou cuja produção apresente plano de manejo sustentável.

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