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Houve avanços significativos, mas ainda há muito a ser feito, especialmente no contexto da crise climática. Cerca de 60% do território brasileiro foi atingido por secas entre 2023 e 2024. As eleições de 2026 representam uma oportunidade decisiva para reafirmar o valor do modelo participativo e exigir das candidaturas o compromisso com uma política de Estado para a água.

O que antes era visto somente como tema ambiental passou a integrar o centro da análise econômica e estratégica das organizações. Esse movimento ganhou forma concreta com a criação das normas internacionais IFRS S1 e IFRS S2, que exigirão em 2027 o reporte sobre sustentabilidade e clima. O impacto vai além das grandes companhias de capital aberto, pois boa parte das informações será cobrada de suas empresas fornecedoras, exigindo preparação.

Pós-COP 30: A falta de ambição em temas essenciais da agenda climática mostra que o setor empresarial orientado por impacto terá de ocupar um espaço que a política internacional ainda não consegue preencher. Isso significa assumir compromissos voluntários e mais ambiciosos do que aqueles firmados entre países e agir de forma coletiva com outras empresas, governos locais, academia e movimentos sociais para buscar uma transformação sistêmica.

Não faltam soluções inovadoras, e sim infraestrutura institucional para convertê-las em negócios escaláveis. A COP 30 pode ser o momento em que o Brasil para de discutir se o pipeline existe e começa a construir a ponte entre laboratório e mercado. Para isso, três movimentos são urgentes, saiba quais.

Por serem considerados verdadeiros reservatórios naturais de carbono, berçários de biodiversidade e barreiras contra a erosão costeira, os manguezais deveriam figurar como protagonistas em todas as discussões relacionadas à mudança climática, principalmente com relação às políticas públicas e à agenda ESG das empresas.

Uma pergunta veio-me à mente em tempos recentes, em um mundo polarizado: os meus amigos têm esperança? Nenhum dos lados parece responder plenamente aos problemas que enfrentamos. A despeito dos antagonismos, é preciso reconhecer que já estamos, inevitavelmente, aliados: não por escolha, mas pela condição de um futuro comum.

Embora a construção de edifícios altos com grande densidade populacional contribua para a sustentabilidade ao otimizar o uso do solo, reduzir deslocamentos, incentivar construções eficientes e reduzir emissões, pode também comprometer o bem-estar urbano, ao gerar ilhas de calor, reduzir áreas úmidas e alterar o regime de ventos. Para que uma cidade compacta seja de fato sustentável, é preciso combinar densidade urbana com estratégias de adaptação e mitigação do clima, como corredores verdes, arborização, estudos de insolação e de ventilação urbana.

Muitas vezes vista apenas como um processo ambiental, a regeneração não vive isolada do mundo político, econômico e social. Talvez a maior consequência não planejada das ações de Trump tenha sido lançar ainda mais luz sobre as potências emergentes do Sul Global, onde o Brasil terá a oportunidade de mostrar, especialmente durante a COP 30, o que entende por regeneração e como vai se proteger de investidas como o PL da Devastação.