Conectar ciência e tecnologia, produção comunitária dos territórios e infraestrutura industrial demanda inteligência em novos modelos de governança para que bionegócios ganhem escala e prosperem na floresta. São crescentes as iniciativas de biohubs, clusters e outras formas de agrupamento do setor, analisadas por estudo inédito do Idesam como subsídio a políticas e investimentos na Amazônia, sob as luzes da COP 30 do clima em Belém.
“O desafio para o desenvolvimento da Amazônia é conceber e implementar um modelo que utilize o patrimônio natural sem destruí-lo, atribuindo valor econômico à floresta, de forma que ela possa competir com as commodities. A ciência, a tecnologia e a inovação são fundamentais para implementação desse novo modelo, contribuindo para organizar a base produtiva regional e gerar riqueza e trabalho (...) Por isso a ideia de uma revolução científico-tecnológica que utilize a biodiversidade e pense na agregação de valor no âmago da floresta, com inclusão social, possibilitando a formação de cadeias produtivas desde as populações tradicionais até os centros de biotecnologia”
Geógrafa Bertha Becker (1930-2013)
Ecossistema da Bioeconomia Amazônica

Distribuição da inovação na Amazônia
Mapeamento da Rede RHISA identificou 405 estruturas relacionadas a CT&I na Amazônia Legal, incluindo instituições de ensino superior públicas e privadas, fundações de apoio, ambientes de inovação e outros espaços de desenvolvimento de pesquisa e tecnologia. As estruturas estão distribuídas por 160 municípios, com cerca de 38% delas localizadas em capitais. Pará e Amazonas, juntos, concentram 43% das estruturas na região amazônica. No contexto da bioeconomia, o subsistema de CT&I produz conhecimento científico e oferece tecnologias, modelagem de negócios e soluções para as cadeias produtivas.


Fonte: PROVALOR – Redes de Valor na Amazônia e Rede RHISA (Elaborado por Pedro H. Mariosa, Ciderjânio F. S. Costa, Juvan R. Nogueira e Xedreque V. Mauácua)

Fonte: PROVALOR – Redes de Valor na Amazônia e Rede RHISA (Elaborado por Pedro H. Mariosa, Ciderjânio F. S. Costa, Juvan R. Nogueira e Xedreque V. Mauácua)
Negócios comunitários: base da bioeconomia
O Desafio Conexsus mapeou mais de 1 mil negócios comunitários de impacto socioambiental no Brasil em uma base de acesso público. Do total, 499 se localizam nos estados da Amazônia Legal. Na bioeconomia, o subsistema de bionegócios comunitários, existentes nos vários territórios da região, se caracteriza por criar valor a partir de produtos da sociobiodiversidade, por meio do agroextrativismo, nos elos iniciais das cadeias produtivas. Objetivam o desenvolvimento socioeconômico local com ênfase no bem-estar dos povos e comunidades tradicionais e na conservação das florestas. São associações, cooperativas, atravessadores e instituições do Terceiro Setor, biofábricas e governos locais, e envolvem alto grau de conhecimento tradicional.

Fonte: Desafio Conexsus
Números em destaque
Cases
Hubs de inovação territorial comunitária
Hubs de inovação com forte apelo tecnológico
Redes de redes
Conexões do cacau
O poder integrador das sementes
Na trilha do comércio justo
"O estudo traz contribuições para o planejamento territorial e para pensar espaços de integração socioprodutiva", diz Carlos Koury, diretor de inovação em bioeconomia do Idesam
Ficha Técnica
Coordenação do estudo: Carlos Gabriel Koury
Coordenação e redação: Sérgio Adeodato
Edição e divulgação: Amália Safatle
Relatório técnico: Yurik Ostroski, Maria Carolina Vilar Balro, Carlos Gabriel Koury e Paulo Simonetti
Desenvolvimento Web: José Roosevelt Junior | Mediacts
Realização

Financiador
