O candidato que promete segurar a inflação e reindustrializar o País ignorando a transição ecológica e a circularidade está preso no século passado.
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O Brasil amplia o olhar para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade como motor de desenvolvimento, com políticas públicas recém-construídas. Em debate na plenária da Concertação, o tema mostra avanços na conexão com a agenda econômica e nas finanças verdes, mas ainda enfrenta desafios para transformar esse potencial em resultados concretos.
Crianças não podem ser apenas mencionadas nas políticas climáticas. Elas precisam ser consideradas de forma explícita na implementação, nos indicadores, nos mecanismos de participação e nos sistemas de monitoramento. Sem isso, o risco é perpetuar um padrão recorrente das negociações climáticas internacionais: reconhecer grupos vulneráveis nos textos, mas não garantir instrumentos para que esse reconhecimento produza mudanças concretas.
A primeira carta da presidência da COP 31 ressalta que os Sistemas Alimentares devem estar no centro da agenda climática internacional ao destacar a importância da segurança alimentar, do desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis, da economia circular e da integração entre clima, biodiversidade e solo.
Com a iniciativa Rota 26-30, a rede Uma Concertação pela Amazônia reúne propostas concretas e territorialmente conectadas à região para orientar políticas públicas e iniciativas privadas nos próximos anos. No tema de florestas, assunto da primeira plenária do ano, a restauração é apontada como elemento fundamental para recuperar áreas degradadas, reconectar paisagens e restabelecer funções ecológicas.
Tecnologias, regulações e instrumentos financeiros, embora necessários, não conseguem produzir transformação estrutural quando aplicados a partir de percepções fragmentadas. O desafio é, fundamentalmente, cognitivo. O livro Terranautas lembra que, sem uma mudança na forma de ler o sistema, continuaremos a tratar os sintomas sem enfrentar as causas.
Pós-COP 30: A falta de ambição em temas essenciais da agenda climática mostra que o setor empresarial orientado por impacto terá de ocupar um espaço que a política internacional ainda não consegue preencher. Isso significa assumir compromissos voluntários e mais ambiciosos do que aqueles firmados entre países e agir de forma coletiva com outras empresas, governos locais, academia e movimentos sociais para buscar uma transformação sistêmica.
A Conferência do Clima em Belém proporcionou o fortalecimento do multilateralismo, chamou atenção para a centralidade das pessoas nos processos decisórios, jogou luz sobre a agenda de desenvolvimento das Amazônias e convocou a sociedade para a agenda de implementação – avaliam participantes da plenária realizada pela rede Uma Concertação pela Amazônia.
“People of COP”, ou Pessoas da COP, é um projeto artístico e documental de Vania Bueno que nasce de um gesto simples e profundamente humano: olhar para as pessoas que fazem a Conferência das Partes das Nações Unidas, a COP, acontecer. Muito além das negociações climáticas, das delegações oficiais e das estruturas complexas dos pavilhões, existem rostos, culturas, histórias e trajetórias que se cruzam diariamente em busca de um futuro melhor.
Tradução do original em inglês Becoming Nature Positive, a obra organizada por Marco Lambertini traz capítulos inéditos de pensadores brasileiros como Roberto S. Waack, Izabella Teixeira e Vanda Witoto. Publicada pela Editora Jandaíra, a edição conta com o apoio de Amália Safatle e Magali Cabral, da Página22, introdução de Lívia Pagotto, e traz prefácio de Lélia Wanick Salgado e fotos de Sebastião Salgado.