Um oásis na cidade

Por Flavia Pardini

Está prevista para maio a assinatura dos primeiros contratos para que proprietários de áreas conservadas em mananciais na Região Metropolitana de São Paulo sejam remunerados e, portanto, incentivados a mantê- las neste estado.  Será o primeiro resultado concreto do Projeto Oásis, um programa de pagamento por serviços ambientais lançado pela Fundação O Boticário no ano passado e que recebeu doação de US$ 400 mil da Fundação Mitsubishi.

O projeto abrange a Bacia do Guarapiranga e as Áreas de Proteção Ambiental Capivari-Monos e Bororé-Colônia, que, embora próximas à metrópole, ainda contam com cerca de 40 mil hectares cobertos por vegetação natural.  A conservação da vegetação contribui para preservar as nascentes e a qualidade da água.

Cerca de 50 proprietários da região procuraram o Oásis voluntariamente para se cadastrar.  Desses, 16 possuem terras nas 28 sub-bacias que, devido a condições geomorfológicas, hidrográficas e de conservação, foram consideradas prioritárias.

As visitas técnicas ainda estão sendo realizadas e, até o fim de abril, o projeto espera divulgar as propriedades que serão apoiadas, recebendo pagamento pelo serviço ambiental que prestam, informa João Guimarães, analista de projetos da Fundação O Boticário.

As propriedades serão escolhidas por meio de avaliação comparativa com base no Índice de Valoração de Mananciais, desenvolvido pela equipe do Oásis.  O índice vai ajudar a formar um ranking de propriedades de acordo com características hidrográficas e de vegetação, conta Guimarães.  “As que tiverem melhor qualidade ambiental serão as primeiras a receber apoio.”

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