Quem dá mais?

Às vesperas do início da Cúpula Global do Clima, que começa segunda-feira que vem em Copenhague, será que as metas apresentadas por países até agora já são o suficiente para nos tranquilizar quanto ao futuro do planeta?

Bem, estamos longe disso ainda.  A China reduzirá entre 40% a 45% a intensidade de carbono até 2020 em relação aos parâmetros de 2005, enquanto os Estados Unidos se comprometeram em cortar as emissões em 17% até 2020, em relação a 2005.

Mas o planeta é um só, e para juntar essas metas com a de muitos dos outros países que já anunciaram planos — mas que pouco espaço ganham nas manchetes, como Maldivas, Islândia, Belarus — a ClimateInteractive.Org (organização especializada em simuladores climáticos) lançou um aplicativo online que coloca num mesmo termômetro o aumento da temperatura em três linhas distintas:  com o business as usual, com as propostas de redução já apresentadas e com a redução recomendada pelo IPCC.

Para cozinhar todos esses dados, a Climate Interaction desenvolveu o software C-ROADS, o mesma já utilizada pelo governo norte-americano para calcular projeção de emissões.  Essa tecnologia conta com técnicas usadas em simuladores do MIT e por várias outras empresas especializadas.

O simulador continuará sendo atualizado em tempo real à medida que surgirem novas propostas e definições na COP15.  Qualquer internauta que quiser propagar a ideia pode inserir o aplicativo em um blog, no Twitter, no Facebook ou em qualquer outra plataforma online. Acesse o código aqui.

A seguir, a tabela com todas as metas apresentadas pelos países, atualizada até 29 de novembro. Está faltando a Índia, que deve se comprometer com uma redução na intensidade de carbono –à exemplo da China — de 24% em relação a 2005. O texto em preto representa as propostas confirmadas e os trechos em verde correspondem a compromissos em potencial.

Tabela com Metas e Propostas
Tabela com Metas e Propostas

And the winner is…

Costa Rica! Repare que o pequenino da Amércia Central promete nada menos que zerar as suas emissões de gases do efeito estufa até 2021. A receita é empreender o maior esforço de reflorestamento que o mundo já viu, de forma que as árvores sejam capazes de absorver mais carbono do que o país emite. Impossível? Leia a entrevista de 2006 com o ex-ministro de Meio Ambiente, Carlos Manuel Rodríguez, exclusiva para a Página 22.

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