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Informação para o novo século

Edição 19

01.05.2008

Entre tapas e afagos

0 por P22 # em 19, Revista

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Por Carolina Derivi
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Os impactos socioambientais da expansão dos biocombustíveis no Brasil dividem opiniões até no meio ambiental.  Roberto Waack, presidente do conselho internacional do FSC, rechaçou as críticas de ambientalistas que relacionam o avanço dos biocombustíveis à conversão de florestas e ao aumento do preço dos alimentos, durante a Feira Brasil Certificado, realizada em São Paulo, de 16 a 18 de abril.
“O foco deveria ser o aumento da produtividade do uso da terra”, disse Waack.  O comentário se referia à tendência indicada por algumas ONGs, entre elas a Amigos da Terra, uma das organizadoras do evento, de que o aumento da área de cana-de-açúcar no Sudeste do país estaria empurrando a pecuária para a Amazônia.  Para Waack, a questão nesse caso não é a cana, mas o gado, que deveria passar pelo que chamou de “salto tecnológico”: “É possível ampliar a iniciativa brasileira na área de biocombustíveis sem promover a conversão de florestas, desde que se aumente a produtividade da pecuária”.
Outro que buscou apaziguar o tema foi Ignacy Sachs, economista e um dos maiores teóricos do desenvolvimento sustentável no mundo.  Sobre segurança alimentar, Sachs argumentou: “É possível implantar sistemas agrícolas integrados de alimentos e energia”.  Para o economista, a idéia se tornará ainda mais factível diante da segunda geração de biocombustíveis, a da celulose, para a qual se presta toda sorte de resíduos vegetais.
Sachs lembrou ainda o papel dos biocombustíveis na evolução da matriz energética mundial: “Os biocombustíveis são necessários para uma transição pós-petróleo e para ajudar a mitigar as mudanças climáticas”.  Para ele, o mundo atravessa “o começo do fim da era do petróleo”
Por Carolina Derivi
Os impactos socioambientais da expansão dos biocombustíveis no Brasil dividem opiniões até no meio ambiental.  Roberto Waack, presidente do conselho internacional do FSC, rechaçou as críticas de ambientalistas que relacionam o avanço dos biocombustíveis à conversão de florestas e ao aumento do preço dos alimentos, durante a Feira Brasil Certificado, realizada em São Paulo, de 16 a 18 de abril.
“O foco deveria ser o aumento da produtividade do uso da terra”, disse Waack.  O comentário se referia à tendência indicada por algumas ONGs, entre elas a Amigos da Terra, uma das organizadoras do evento, de que o aumento da área de cana-de-açúcar no Sudeste do país estaria empurrando a pecuária para a Amazônia.  Para Waack, a questão nesse caso não é a cana, mas o gado, que deveria passar pelo que chamou de “salto tecnológico”: “É possível ampliar a iniciativa brasileira na área de biocombustíveis sem promover a conversão de florestas, desde que se aumente a produtividade da pecuária”.
Outro que buscou apaziguar o tema foi Ignacy Sachs, economista e um dos maiores teóricos do desenvolvimento sustentável no mundo.  Sobre segurança alimentar, Sachs argumentou: “É possível implantar sistemas agrícolas integrados de alimentos e energia”.  Para o economista, a idéia se tornará ainda mais factível diante da segunda geração de biocombustíveis, a da celulose, para a qual se presta toda sorte de resíduos vegetais.
Sachs lembrou ainda o papel dos biocombustíveis na evolução da matriz energética mundial: “Os biocombustíveis são necessários para uma transição pós-petróleo e para ajudar a mitigar as mudanças climáticas”.  Para ele, o mundo atravessa “o começo do fim da era do petróleo”

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Revista Página 22 - Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP - FGV
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