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Informação para o novo século

Edição 36

08.11.2009

Ele tem um plano B

0 por Eduardo Shor # em 36, Revista

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Um americano de cabelos grisalhos, que já trabalhou em plantação de tomates e é dono de uma fala mansa, subiu ao palco do auditório do Museu de Arte de São Paulo.  Nos pés, em vez de sapato, tênis.  O discurso foi objetivo e bem fundamentado.  O ex-presidente dos EUA Bill Clinton certa vez disse que “todos devem escutar com atenção” as opiniões daquele homem.

Fundador do Earth Policy Institute, cidadão premiado pelas Nações Unidas, curso de administração pública em Harvard e com obras publicadas em mais de 40 idiomas, Lester Brown veio ao Brasil em outubro para lançar a versão em português de Plano B 4.0: mobilização para salvar a civilização.

Na palestra a um público atento, começou pelo assunto que está no primeiro parágrafo do livro.  “O motivo mais comum a marcar o fim de civilizações antigas foi a redução no fornecimento de alimentos, como aconteceu aos sumérios.”

Brown citou os exemplos do esgotamento da capacidade de lençóis freáticos em certas regiões do globo e a elevação do nível do mar, que podem prejudicar a agricultura com secas e inundações.  Ao citar a possibilidade de países do Norte da África oferecerem energia eólica para a Europa, exibiu certo otimismo.  “As coisas estão começando a mudar em escala que não imaginávamos.”
Brown defendeu maior participação política dos cidadãos, pois acredita que esta seja a melhor forma de acelerar a tomada de atitudes.  “As pessoas sempre perguntam quanto vai custar, se fizermos isso ou aquilo, para recuperar ou proteger o meio ambiente.  A pergunta não é essa.  Na verdade, é: ‘Quanto vai custar se não fizermos?’” — por Eduardo Shor
Brown citou os exemplos do esgotamento da capacidade de lençóis freáticos em certas regiões do globo e a elevação do nível do mar, que podem prejudicar a agricultura com secas e inundações.  Ao citar a possibilidade de países do Norte da África oferecerem energia eólica para a Europa, exibiu certo otimismo.  “As coisas estão começando a mudar em escala que não imaginávamos.”

Brown defendeu maior participação política dos cidadãos, pois acredita que esta seja a melhor forma de acelerar a tomada de atitudes.  “As pessoas sempre perguntam quanto vai custar, se fizermos isso ou aquilo, para recuperar ou proteger o meio ambiente.  A pergunta não é essa.  Na verdade, é: ‘Quanto vai custar se não fizermos?’” — por Eduardo Shor

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Revista Página 22 - Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP - FGV
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