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Informação para o novo século

Edição 37

08.12.2009

Fala , LEITOR

0 por Redação # em 37, Revista

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3Histórias e ideias de quem lê Página22

Fábio Deboni acompanhou as primeiras experiências brasileiras na direção de unir sustentabilidade e juventude.  Estava no Ministério do Meio Ambiente, quando a então ministra Marina Silva foi questionada pela filha, de 11 anos, sobre o que o governo planejava para os jovens na área ambiental.  Da proposta inicial de uma conferência de meio ambiente para os adultos, a ministra encomendou à recém-chegada equipe pensar, em alguns meses, um projeto para mobilizar os jovens.  Era 2003 e Fábio chegava a Brasília disposto a ver seus ideais de educação ambiental postos em prática.

“O primeiro desafio era mobilizar jovens de 11 a 14 anos em todo o Brasil, e o segundo, colocar a sustentabilidade na pauta do movimento estudantil existente País afora”, diz.  Munido das duas ambiciosas tarefas, Fábio e equipe rodaram os 27 Estados brasileiros mapeando os futuros líderes que poderiam constituir os coletivos jovens de meio ambiente – princípio de uma rede que segue articulada até hoje e é fundamental para o debate da sustentabilidade.  “De certa forma, essas organizações surgiram em decorrência do esforço do ministério naquela época”, diz o consultor.  O ápice do trabalho, e que daria a resposta à filha de Marina, foi a 1ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, na UnB, naquele mesmo ano.  Foi a partir dali que o Ministério da Educação encampou programas de formação ambiental para as escolas e a semente de práticas que têm continuidade nas comunidades escolares.

De lá pra cá, qual tem sido o envolvimento dos jovens na causa ambiental?  “Houve uma evolução considerável.  Hoje temos políticas públicas específicas para os jovens.  Eles não percebiam que podiam pressionar e demandar ao Estado.  Eu tenho visto as redes cibernéticas como um caminho interessante, que propiciam um diálogo e uma mobilização internacionais”, responde.

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Revista Página 22 - Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP - FGV
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