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Ciberação

31.01.2011

Violência contra mulheres

0 por Redação # em Ciberação

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Foto de “pixelstar” via stock.xchng

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A Avaaz.com está promovendo uma petição online contra o “estupro corretivo” na África do Sul, crime voltado contra lésbicas e ancorado na crença de que se pode “convertê-las” à heterossexualidade.

O ato é comum no país e não é considerado crime de discriminação. Segundo a Avaaz.com, uma menina nascida na África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler. Cerca de um quarto das meninas serão estupradas antes de completar 16 anos.

O machismo é apontado como uma das principais razões do problema. Pesquisas sinalizaram que 62% dos meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de violência. E as homossexuais estão entre as maiores vítimas.

Em 2008, a então jogadora da seleção feminina de futebol sul-africana, Eudy Simelane, foi brutalmente assassinada por um grupo de homens de Johanesburgo. Apesar de causar comoção internacional, o episódio não modificou a legislação relacionada à discriminação homofóbica no país.

A petição será encaminhada ao presidente da república, Jacob Zuma, e ao ministro da Justiça sul-africano, Jeffrey Radebe. Além da criminalização do estupro corretivo, o documento pede pela implementação de medidas de educação pública e proteção às vítimas.

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Revista Página 22 - Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP - FGV
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