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Da prospecção da biodiversidade à gestão do manejo, rastreabilidade, previsão de safra, logística e comercialização, a IA tem alto potencial de agregar valor nas cadeias produtivas amazônicas. No entanto, o descompasso com as realidades locais e o abismo no acesso às tecnologias podem acirrar as desigualdades na floresta.

Diante dos embates que envolvem STF, o Executivo e a bancada ruralista no Parlamento, a mobilização indígena luta para a derrubada final do Marco Temporal, lei que significaria um desastre para centenas de povos. A peleja está em curso e, sem pressão da sociedade civil, o resultado poderá ser trágico para a conquista definitiva dos territórios indígenas sob litígio.

O faturamento do setor no País atinge ínfimo 0,1% dos US$ 216,4 bilhões movimentados em todo o mundo. A falta de uma estratégia nacional tira a chance de liderar o mercado global de fitoterápicos, segundo Instituto Escolhas. O suporte à agricultura familiar é uma das soluções, aponta estudo.

Três soluções desenvolvidas pelo setor da pecuária, juntamente com entes do governo, são complementares e sinérgicas. Uma delas pode ser implantada desde já, atendendo às crescentes exigências socioambientais do mercado importador. Ao contrário do senso comum, abraçar a inexorável tendência global por políticas de rastreabilidade de commodities coloca o Brasil em vantagem comparativa.

Fazendas do Vale da Grama, reduto cafeeiro de qualidade para exportação, incorporam a restauração da Mata Atlântica como diferencial de mercado e ganhos de produtividade contra riscos da mudança climática

Evento marca o lançamento de estudo sobre bioeconomia indígena e procura dar visibilidade aos conhecimentos e saberes ancestrais. A ciência ocidental, eficaz em traçar diagnósticos, tem falhado nas soluções. Precisa, portanto, ouvir mais, falar menos e compreender melhor os modos de viver e produzir dos povos originários, que são profundamente relacionados ao território e à sua conservação. Embora ainda com pouco espaço no mundo acadêmico tradicional, a literatura indígena cada vez mais se mostra capaz de preencher lacunas de conhecimento.

Remunerar comunidades indígenas e tradicionais pelo serviço de proteger o capital natural brasileiro representaria uma revolução econômica, cultural e ambiental sem precedentes no planeta, já dizia Mary Allegretti em 2006. Para a antropóloga, somente uma política inovadora especificamente formulada para remunerar um serviço ambiental poderia manter vivas as áreas protegidas. Dezoito anos depois, o quanto avançamos nisso?

O Brasil é o país com maior potencial de liderar a economia alicerçada no capital natural, enquanto gera desenvolvimento com bem-estar para sua população e preservação de seu patrimônio ambiental. Daí a relevância da agenda de CT&I voltada à bioeconomia de base florestal. Cientes dessa importância, dois institutos brasileiros – Arapyaú e Agni – uniram-se em torno da iniciativa “Estratégia para fortalecer CT&I em bioeconomia na Amazônia”, criada em 2023, que se dispôs a mergulhar no sistema de ciência, tecnologia e inovação da região amazônica. Apresentamos aqui as principais linhas e informações da iniciativa, seguidas de uma reportagem que aprofunda o tema, mostrando o quanto esta agenda é chave para se reimaginar o desenvolvimento da região amazônica e do próprio País.
Os brasileiros consomem ínfimos 0,3% do PIB em espécies da biodiversidade do País. O uso sustentável capital natural, entretanto, será chave para o desenvolvimento do Brasil na medida em que gera oportunidades estratégicas para a prosperidade e o bem-estar das pessoas, especialmente neste momento em que o mundo precisa de soluções para as crises ambiental e climática, o que faz da Amazônia um ponto de partida. Mas a economia da floresta somente será impulsionada com investimentos baseados no conhecimento, que por sua vez é gerado por ciência, tecnologia e inovação. Iniciativa dos institutos Arapyaú e Agni, a partir de diálogo com mais de 70 pessoas, propõe uma estratégia para potencializar a agenda de CT&I na Amazônia.