Diferentes países e regiões adotaram restrições porque identificaram conflitos entre essa atividade e a proteção da água, da agricultura, da biodiversidade e da saúde. O debate brasileiro não deveria ser apresentado como uma oposição simplista entre “desenvolvimento” e “ambientalismo”. Trata-se de decidir qual modelo de desenvolvimento territorial será priorizado.
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Segundo “Cenários e custos da transição ecológica no Brasil – As interdependências entre a transição energética e a transição agroalimentar e os riscos de um neoextrativismo verde’, pesquisa lançada pelo Cebrap e ClimaInfo, adiar uma transição nos setores agroalimentar e energético implica em mais custos biofísicos, econômicos, sociais e fiscais do que implementá-la. O estudo também alerta para o risco de o Brasil avançar na descarbonização, mas reproduzir uma lógica de “neoextrativismo verde”, mantendo a dependência da exportação de produtos primários de baixo carbono.
O Brasil amplia o olhar para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade como motor de desenvolvimento, com políticas públicas recém-construídas. Em debate na plenária da Concertação, o tema mostra avanços na conexão com a agenda econômica e nas finanças verdes, mas ainda enfrenta desafios para transformar esse potencial em resultados concretos.
A Biohealth Conference, em São Paulo, debaterá em 8 e 9 de maio as principais tendências globais em fitoterápicos, suplementos alimentares e ativos naturais.
Com a iniciativa Rota 26-30, a rede Uma Concertação pela Amazônia reúne propostas concretas e territorialmente conectadas à região para orientar políticas públicas e iniciativas privadas nos próximos anos. No tema de florestas, assunto da primeira plenária do ano, a restauração é apontada como elemento fundamental para recuperar áreas degradadas, reconectar paisagens e restabelecer funções ecológicas.
Não basta reduzir impactos socioambientais negativos. O desafio contemporâneo é restaurar sistemas sociais e ambientais em um mundo que segue estruturado para enxergar desenvolvimento apenas na cifra do PIB. Há uma palavra que deixou de ser tendência e virou princípio: regeneração.
A Iríada, organização criada por Bruna Rezende, busca ajudar as empresas a reduzirem o seu risco reputacional por meio de uma métrica rastreável, mensurável e comparável, e que gera retorno sobre o investimento. Para isso, foi escolhido como recorte principal a questão de gênero associada à ação climática, pois as mulheres são o grupo da sociedade que mais tem trabalhado na cocriação de soluções ligadas ao clima mas que, ao mesmo tempo, é o mais vulnerável.
Por serem considerados verdadeiros reservatórios naturais de carbono, berçários de biodiversidade e barreiras contra a erosão costeira, os manguezais deveriam figurar como protagonistas em todas as discussões relacionadas à mudança climática, principalmente com relação às políticas públicas e à agenda ESG das empresas.
Cientistas, artistas, lideranças comunitárias e empreendedores se reuniram em nova edição do webinário Notas Amazônicas para tratar das integrações entre cultura, ciência e conhecimentos tradicionais como forma de enfrentar desafios para o desenvolvimento. Às vésperas da COP 30, a iniciativa reforça que a região deve ser entendida em toda a sua pluralidade. A série de webinários Notas Amazônicas é uma parceria entre Uma Concertação pela Amazônia a a Página22.
É cada vez mais evidente que a perda da biodiversidade representa um risco financeiro sistêmico. Como resposta, reguladores, investidores e empresas vêm mobilizando frameworks, diretrizes e métricas para integrar a natureza à governança corporativa. Conheça as principais iniciativas.