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A agenda de adaptação à mudança do clima avançou muito timidamente no Brasil, o que impõe a necessidade de disseminar ainda mais este conhecimento para mobilizar governos, empresas e pessoas. O País, espantado a cada desastre climático, corre atrás dos prejuízos e sofre danos irreparáveis, como perdas humanas. Separamos aqui duas edições inteiras em que a Página22 mergulhou de cabeça no tema da adaptação, em 2013 e em 2016. Confira cada uma e veja o que avançou de lá para cá, e o que ainda precisa ser feito para prevenir, antes de precisar remediar

Se a História é contada pelo ponto de vista dos vencedores, é preciso recontá-la para olhar o futuro de outra forma, disse Djamila Ribeiro nesta entrevista concedida em 2016. Sem poupar a direita nem a esquerda, a filósofa cita o antropólogo Kabengele Munanda, segundo o qual o racismo no Brasil é um crime perfeito.

A nova época geológica, que poderia ser oficialmente determinada em agosto, foi objeto de reportagem em 2008. A definição contribui para compreender o impacto humano, até então desastroso, sobre a Terra. Mas também serve para que um país como o Brasil se veja apto a protagonizar o Antropoceno 3.0, desta vez inteligentemente manejado

Evento marca o lançamento de estudo sobre bioeconomia indígena e procura dar visibilidade aos conhecimentos e saberes ancestrais. A ciência ocidental, eficaz em traçar diagnósticos, tem falhado nas soluções. Precisa, portanto, ouvir mais, falar menos e compreender melhor os modos de viver e produzir dos povos originários, que são profundamente relacionados ao território e à sua conservação. Embora ainda com pouco espaço no mundo acadêmico tradicional, a literatura indígena cada vez mais se mostra capaz de preencher lacunas de conhecimento.

Já em 2012, o economista Pavan Sukhdev mencionava uma janela de 12 a 15 anos para o mundo promover uma transição ao baixo carbono. Doze anos se passaram e ainda há importantes corporações trabalhando justamente na direção contrária

Quanto maior a ambição da descarbonização, maior será a demanda de minérios para produção, distribuição e armazenamento de energia menos poluente. Do trade off entre transição energética e conservação, surgem questões. O quanto o Brasil está disposto a aumentar sua capacidade de produção mineral, impactando biomas e comunidades locais?  E até que ponto o País deve ficar dependente de importações?

Modelo de investimento que casa com os desafios sociais e ambientais da Amazônia, o financiamento híbrido ganha força na região. O assunto foi debatido em mais um webinar promovido por Uma Concertação pela Amazônia e Página22.

A redução do desmatamento e o fim dos conflitos de terra na Amazônia dependem fundamentalmente de um bem executado processo de ordenamento territorial e regularização fundiária. O assunto foi tema de encontro promovido por Uma Concertação pela Amazônia, que propõe um fundo para destravar a agenda fundiária.