Apenas 35% das empresas ao redor do mundo reconhecem eventos climáticos extremos como um risco financeiro material, enquanto 62% das cidades, estados e regiões já relatam sofrer os impactos, segundo análise do CDP. A organização recomenda que as empresas tratem eventos climáticos extremos como um risco empresarial sistêmico, reconhecendo sua dependência de sistemas compartilhados, como infraestrutura, serviços públicos e redes logísticas, em vez de focar apenas na exposição de seus ativos
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Publicação do Instituto Ar e do Movimento Médicos pelo Clima oferece roteiro prático para que empresas tratem o calor como risco ocupacional; 70% da força de trabalho mundial já está exposta a altas temperaturas, com 6,2 bilhões de horas produtivas perdidas por ano, segundo a OIT
Estudo do Conselho Nórdico de Ministros alerta que o aquecimento global vem enfraquendo a AMOC e que o seu colapso promoveria um congelamento severo dos países nórdicos, do Reino Unido e da Irlanda, além de efeitos globais como secas no Sahel, no Norte da Amazônia e na Índia. Isso colocaria em xeque a estratégia de países como Estados Unidos de explorar as riquezas minerais no Ártico e de abrir novas rotas de navegação.
A Conferência do Clima em Belém proporcionou o fortalecimento do multilateralismo, chamou atenção para a centralidade das pessoas nos processos decisórios, jogou luz sobre a agenda de desenvolvimento das Amazônias e convocou a sociedade para a agenda de implementação – avaliam participantes da plenária realizada pela rede Uma Concertação pela Amazônia.
A Iríada, organização criada por Bruna Rezende, busca ajudar as empresas a reduzirem o seu risco reputacional por meio de uma métrica rastreável, mensurável e comparável, e que gera retorno sobre o investimento. Para isso, foi escolhido como recorte principal a questão de gênero associada à ação climática, pois as mulheres são o grupo da sociedade que mais tem trabalhado na cocriação de soluções ligadas ao clima mas que, ao mesmo tempo, é o mais vulnerável.
Por serem considerados verdadeiros reservatórios naturais de carbono, berçários de biodiversidade e barreiras contra a erosão costeira, os manguezais deveriam figurar como protagonistas em todas as discussões relacionadas à mudança climática, principalmente com relação às políticas públicas e à agenda ESG das empresas.
Muitas vezes vista apenas como um processo ambiental, a regeneração não vive isolada do mundo político, econômico e social. Talvez a maior consequência não planejada das ações de Trump tenha sido lançar ainda mais luz sobre as potências emergentes do Sul Global, onde o Brasil terá a oportunidade de mostrar, especialmente durante a COP 30, o que entende por regeneração e como vai se proteger de investidas como o PL da Devastação.
Em anos de maior precipitação, bioma nordestino respondeu por quase metade da remoção de carbono no Brasil, identificam pesquisadores da Unesp. A rebrota da vegetação seca, que predomina em grande parte do ano, entra em um ciclo de crescimento acelerado assim que as chuvas chegam, sequestrando grandes quantidades de CO₂ da atmosfera.
Mudança climática e esgotamento de recursos do mundo mobilizam novos modelos econômicos sustentáveis com uso eficiente de insumos e produtos. Soluções são debatidas no WCEF 2025, o maior evento global sobre economia circular, em São Paulo
No Brasil e em vários outros países do Sul Global, dar vozes às minorias por vias institucionais tem sido um desafio, principalmente porque esses atores têm menos poder, recursos e acesso às discussões e vias de participação. Mas exemplos na União Europeia podem ser inspiradores, como a iniciativa Better Regulation, que aumenta a participação de cidadãos e organizações na formulação de políticas públicas.
