Redes sociais pela conservação

É uma das propostas de Tasso Azevedo para gerar conhecimento coletivo em prol das florestas e do clima
Por Amália Safatle
Ao mesmo tempo que assessora o ministro Carlos Minc por meio de um termo de cooperação entre o MMA a Fundação Avina, Tasso Azevedo – que deixou a direção do Serviço Florestal no início de abril – tem se dedicado a uma porção de ideias inovadoras voltadas para a conservação.
Uma delas é usar as redes sociais, com base no voluntariado, para resolver problemas como o monitoramento de florestas. Trata-se de uma nova ciência, diz ele: organizar métodos científicos de forma que os não cientistas possam fazer a pesquisa. Você em sua casa, por exemplo.
Explica-se: um projeto piloto gestado entre o Serviço Florestal e o Imazon vai delimitar uma área onde é preciso mapear as estradas usadas por madeireiros. Embora as imagens de satélite mostrem onde estão as estradas, não é possível de forma automática desenhálas no computador, ou seja, fazer o computador identificar o padrão.  É um trabalho manual.  “Para fazer isso em 10 milhões de hectares, a gente leva no sistema atual de 20 a 30 dias”, diz.
Já um conjunto de pessoas organizaconservacao das em uma rede social faria a diferença. Disponibilizam-se as imagens em uma plataforma dividida em quadradinhos de 100 hectares cada um, exemplifica Azevedo. Cada quadradinho é uma unidade de trabalho a ser “adotada” por uma pessoa inscrita na rede, disposta a se qualificar para o projeto “Monitoramento de Estradas na Amazônia”.
Cria-se um manualon-line, explicando como trabalhar. Cada inscrito é então submetido a um teste e, se aprovado, recebe a qualificação. “Em uma rede social com milhares de pessoas qualificadas, fazemos aquele mapeamento em menos de um dia.” Provada a eficácia do sistema, o passo seguinte é criar ferramentas para que qualquer membro da rede – indivíduos, instituições, entidades do próprio governo – possa criar outros projetos, como de monitoramento de água, manejo florestal, degradação, migração de fauna, acompanhamento de chuvas.  “Se o twitter se transformar em um ponto geográfico, que indique a localização, a gente faz miséria. Observações como ‘onde e quando começou e parou de chover’ geram um conhecimento coletivo valioso para gerar bases de dados para o Redd.  Isso só dá para fazer usando redes sociais combinadas à tecnologia da informação. Pessoas que vivem o mundo real podem transformar o que estão vendo em conhecimento”, diz.
Mas, para dar certo, as pessoas precisam aderir de forma voluntária.  “O Globo Amazônia (globoamazonia.com) teve 40 milhões de hits em 2 meses.  É um número muito alto.  São ações, protestos, denúncias, mas que, se não estiverem ordenados em torno um projeto, têm uma utilidade menor.” Outro plano de Azevedo é criar nas redes sociais uma espécie de mercado de ideias.  “Em biodiversidade é muito comum pesquisar determinado assunto – por exemplo uma molécula –, que não se sabe para o que vai servir.” Então, o objetivo é registrar a informação pesquisada em uma rede na qual há pessoas em busca de soluções, que eventualmente podem estar naquela molécula.
Azevedo também está empenhado, juntamente com a Fundação Clinton, em um lobby para que as imagens de satélite em alta resolução tornem-se gratuitas em todo o mundo, disponibilizando uma base imensa de informações para gerar conhecimento.  “Assim como o serviço de busca na internet é free, e isso não tem mais volta, queremos o mesmo para essas imagens.  A ideia é chegar na COP 15, em Copenhague, com as maiores companhias de satélite anunciando isso.”
É uma das propostas de Tasso Azevedo para gerar conhecimento coletivo em prol das florestas e do clima
 
florestas2Ao mesmo tempo que assessora o ministro Carlos Minc por meio de um termo de cooperação entre o MMA a Fundação Avina, Tasso Azevedo – que deixou a direção do Serviço Florestal no início de abril – tem se dedicado a uma porção de ideias inovadoras voltadas para a conservação.
 
Uma delas é usar as redes sociais, com base no voluntariado, para resolver problemas como o monitoramento de florestas. Trata-se de uma nova ciência, diz ele: organizar métodos científicos de forma que os não cientistas possam fazer a pesquisa. Você em sua casa, por exemplo.
 
Explica-se: um projeto piloto gestado entre o Serviço Florestal e o Imazon vai delimitar uma área onde é preciso mapear as estradas usadas por madeireiros. Embora as imagens de satélite mostrem onde estão as estradas, não é possível de forma automática desenhálas no computador, ou seja, fazer o computador identificar o padrão.  É um trabalho manual.  “Para fazer isso em 10 milhões de hectares, a gente leva no sistema atual de 20 a 30 dias”, diz.
 
Já um conjunto de pessoas organizadas em uma rede social faria a diferença. Disponibilizam-se as imagens em uma plataforma dividida em quadradinhos de 100 hectares cada um, exemplifica Azevedo. Cada quadradinho é uma unidade de trabalho a ser “adotada” por uma pessoa inscrita na rede, disposta a se qualificar para o projeto “Monitoramento de Estradas na Amazônia”.
 
Cria-se um manual on-line, explicando como trabalhar. Cada inscrito é então submetido a um teste e, se aprovado, recebe a qualificação. “Em uma rede social com milhares de pessoas qualificadas, fazemos aquele mapeamento em menos de um dia.” Provada a eficácia do sistema, o passo seguinte é criar ferramentas para que qualquer membro da rede – indivíduos, instituições, entidades do próprio governo – possa criar outros projetos, como de monitoramento de água, manejo florestal, degradação, migração de fauna, acompanhamento de chuvas.
 
“Se o twitter se transformar em um ponto geográfico, que indique a localização, a gente faz miséria. Observações como ‘onde e quando começou e parou de chover’ geram um conhecimento coletivo valioso para gerar bases de dados para o Redd.  Isso só dá para fazer usando redes sociais combinadas à tecnologia da informação. Pessoas que vivem o mundo real podem transformar o que estão vendo em conhecimento”, diz.
 
Mas, para dar certo, as pessoas precisam aderir de forma voluntária.  “O Globo Amazônia (globoamazonia.com) teve 40 milhões de hits em 2 meses.  É um número muito alto.  São ações, protestos, denúncias, mas que, se não estiverem ordenados em torno um projeto, têm uma utilidade menor.”
 
Outro plano de Azevedo é criar nas redes sociais uma espécie de mercado de ideias.  “Em biodiversidade é muito comum pesquisar determinado assunto – por exemplo uma molécula –, que não se sabe para o que vai servir.” Então, o objetivo é registrar a informação pesquisada em uma rede na qual há pessoas em busca de soluções, que eventualmente podem estar naquela molécula.
 
Azevedo também está empenhado, juntamente com a Fundação Clinton, em um lobby para que as imagens de satélite em alta resolução tornem-se gratuitas em todo o mundo, disponibilizando uma base imensa de informações para gerar conhecimento.  “Assim como o serviço de busca na internet é free, e isso não tem mais volta, queremos o mesmo para essas imagens.  A ideia é chegar na COP 15, em Copenhague, com as maiores companhias de satélite anunciando isso.”

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