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A rede Uma Concertação pela Amazônia encerra ciclo de debates e apresenta, em plenária, os resultados da Rota 26–30. A iniciativa teve como objetivo identificar prioridades e consolidar propostas para orientar decisões dos setores público e privado nos próximos anos.

Enquanto o debate climático geralmente ocorre por meio de grandes números, projeções e acordos internacionais, as transformações ambientais são percebidas nos territórios a partir de experiências concretas. É na vida cotidiana que as comunidades observam aquilo que ameaça suas formas de sustento, seus deslocamentos, suas relações com a floresta e seus modos de viver, ampliando o conceito de educação ambiental.

Alimentar-se bem exige tempo, e o tempo das mulheres – a quem geralmente é atribuído o papel de cozinhar em sociedades patriarcais e machistas – precisa ser protegido por políticas sociais robustas, diz Emiliano Graziano, do Instituto Fome Zero. Em vez de se recorrer a alimentos ultraprocessados, de preparo rápido mas com excesso de aditivos, ele defende coletivizar o cuidado com a alimentação e adotar políticas públicas estruturantes, entre elas expandir e fortalecer cozinhas comunitárias, restaurantes populares e equipamentos de apoio nas periferias.

Apesar da grande contribuição estratégica para o País e o mundo, por meio da geração de eletricidade e oferta de minerais críticos, a região amazônica é a mais afetada pela insegurança energética e possui os menores índices de desenvolvimento econômico e progresso social do Brasil. Plenária da Concertação debate o papel crucial das Amazônias para a segurança energética nacional e a agenda climática global    

Estudo do Conselho Nórdico de Ministros alerta que o aquecimento global vem enfraquendo a AMOC e que o seu colapso promoveria um congelamento severo dos países nórdicos, do Reino Unido e da Irlanda, além de efeitos globais como secas no Sahel, no Norte da Amazônia e na Índia. Isso colocaria em xeque a estratégia de países como Estados Unidos de explorar as riquezas minerais no Ártico e de abrir novas rotas de navegação.

A Conferência do Clima em Belém proporcionou o fortalecimento do multilateralismo, chamou atenção para a centralidade das pessoas nos processos decisórios, jogou luz sobre a agenda de desenvolvimento das Amazônias e convocou a sociedade para a agenda de implementação – avaliam participantes da plenária realizada pela rede Uma Concertação pela Amazônia.