Com 20 anos de estrada, a Página22 antecipou a cobertura jornalística do desenvolvimento sob a ótica da sustentabilidade. Hoje, está voltada mais do nunca ao conteúdo aprofundado e à informação especializada, contribuindo para gerar um debate qualificado sobre as demandas da sociedade.
Pioneira na cobertura da sustentabilidade em uma época em que o tema ainda aparecia de forma fragmentada na grande imprensa, Página22 teve o papel de um fio condutor, ajudando a conectar questões ambientais, sociais e econômicas ao debate sobre desenvolvimento. Com a ampliação da cobertura dos temas socioambientais por grandes veículos, a publicação passou a se diferenciar por meio da especialização da informação.
Essa nova orientação é representada pela atualização de sua logomarca. Quando a revista foi criada, o número 22 fazia referência ao século XXII, simbolizando um futuro ainda distante. A ideia era estimular reflexões sobre o que deveria ser feito para garantir bem-estar e sustentabilidade às próximas gerações. Duas décadas depois, o contexto é outro. A humanidade não fez toda a lição de casa que deveria. Com isso, a gravidade da mudança climática e de outros desafios socioambientais se antecipou e intensificou, deixando de ser projeção para se tornar parte do cotidiano.
As aspas que passam a integrar a marca cumprem um papel múltiplo. Além de fazerem uma referência subliminar ao antigo numeral, reforçam a vocação jornalística da publicação e representam a necessidade crescente de diálogo.
O mercado está demandando informação qualificada sobre temas muito específicos e estratégicos. É nesse espaço que a Página22 busca atuar cada vez mais, produzindo análises, relatórios, livros e conteúdos que ajudem a construir soluções.
Todas as edições podem ser acessadas livremente em aqui.
Equipe
Amália Safatle – Fundadora e Editora
Quando iniciei a carreira jornalística na área de Economia, sentia falta de relacionar o assunto com as demandas de um país profundamente desigual. E também com o meio ambiente, que faz do Brasil uma potência singular. Fundar a Página22 me trouxe enorme realização. Desde que mergulhei no pote da sustentabilidade, em meados dos anos 1990, nunca mais consegui enxergar a realidade sem essa lente.
Flavia Pardini – Fundadora
Há dez anos longe do jornalismo, a profissão continua a informar e inspirar tudo o que faço no país em que escolhi para viver, a Austrália. De hospitalidade a organização comunitária, todas as ocupações que tive beneficiaram-se da capacidade de contar histórias, identificar conexões e apontar caminhos que desenvolvi no jornalismo, em particular ao ajudar a fundar e desenvolver a Página 22 em seus primeiros anos.

Magali Cabral – Repórter
Comecei a carreira jornalística ainda estudante, cobrindo a volta dos militares à caserna, no começo dos anos 1980. De lá para cá, trabalhei ou atuei como freelancer em vários veículos de comunicação nas mais diversas temáticas. No início desta década, procurei uma especialização em sustentabilidade, fui trabalhar na revista Página22 e ali encontrei uma causa (e amigos) para abraçar.

Sérgio Adeodato – Repórter
Minha mãe preferia me ver geólogo para descobrir petróleo, mas optei pelo jornalismo. Inicialmente, há três décadas, encantado com a popularização da ciência e tecnologia. Depois, com as questões ambientais. Colocar o tema na pauta do então maior jornal de economia foi desafiador. Meu patrimônio são as histórias para contar. E minha inspiração é o mapa do Brasil pontilhado de alfinetes à minha frente.

José Junior Roosevelt – Designer Gráfico
Fanático por gadgets que acreditou que poderia mudar o mundo por meio da tecnologia. As aulas na faculdade de economia trataram de jogar um balde de água fria na questão tecnológica, mas a vontade de mudar o mundo continuou. Acredita que a sustentabilidade aliada à comunicação são ferramentas essenciais para essa mudança.

Jorge Novais – Produtor
Comecei a sonhar em fazer imagens ao entrar no mercado de filmes institucionais. Durante anos atendendo uma multinacional de odores e sabores, passei pelo cheiro agradável dos perfumes ao “embrulhativo” das maioneses. Mas me descobri por trás das lentes. Através do trabalho em equipe, surgiu a oportunidade de organizar grandes eventos culturais na metrópole. O contato com as cores do circo, a gentileza da música e o atrevimento do artista popular assentaran meu sonho na comunicação. Página22 é sonho que se sonha junto.