Houve avanços significativos, mas ainda há muito a ser feito, especialmente no contexto da crise climática. Cerca de 60% do território brasileiro foi atingido por secas entre 2023 e 2024. As eleições de 2026 representam uma oportunidade decisiva para reafirmar o valor do modelo participativo e exigir das candidaturas o compromisso com uma política de Estado para a água.
Autor: Redação
O que antes era visto somente como tema ambiental passou a integrar o centro da análise econômica e estratégica das organizações. Esse movimento ganhou forma concreta com a criação das normas internacionais IFRS S1 e IFRS S2, que exigirão em 2027 o reporte sobre sustentabilidade e clima. O impacto vai além das grandes companhias de capital aberto, pois boa parte das informações será cobrada de suas empresas fornecedoras, exigindo preparação.
Tecnologias, regulações e instrumentos financeiros, embora necessários, não conseguem produzir transformação estrutural quando aplicados a partir de percepções fragmentadas. O desafio é, fundamentalmente, cognitivo. O livro Terranautas lembra que, sem uma mudança na forma de ler o sistema, continuaremos a tratar os sintomas sem enfrentar as causas.
Pós-COP 30: A falta de ambição em temas essenciais da agenda climática mostra que o setor empresarial orientado por impacto terá de ocupar um espaço que a política internacional ainda não consegue preencher. Isso significa assumir compromissos voluntários e mais ambiciosos do que aqueles firmados entre países e agir de forma coletiva com outras empresas, governos locais, academia e movimentos sociais para buscar uma transformação sistêmica.
Tradução do original em inglês Becoming Nature Positive, a obra organizada por Marco Lambertini traz capítulos inéditos de pensadores brasileiros como Roberto S. Waack, Izabella Teixeira e Vanda Witoto. Publicada pela Editora Jandaíra, a edição conta com o apoio de Amália Safatle e Magali Cabral, da Página22, introdução de Lívia Pagotto, e traz prefácio de Lélia Wanick Salgado e fotos de Sebastião Salgado.
Conheça 26 histórias de iniciativas inspiradoras, compiladas em publicação lançada no Brasil pelo institutos Arapyaú e Itaúsa e The Earthshot Prize, com edição e textos da Página22.
Criada para conectar governos e sociedade civil, iniciativa na COP 30 se afirma como espaço plural e reafirma protagonismo do Brasil em florestas e agricultura regenerativa.
Tema de impasses históricos nas Conferências das Partes das Nações Unidas (COPs) sobre o Clima, o debate sobre financiamento climático voltará ao centro das atenções em Belém, que receberá, a partir do dia 10, a COP 30. O Brasil, que ocupa a presidência da cúpula, herdou a missão de elevar a doação de países ricos às nações em desenvolvimento dos atuais US$ 300 bilhões a US$ 1,3 trilhão anuais. A demanda será apresentada em meio a um cenário geopolítico fragmentado, com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a escalada de investimentos da União Europeia em defesa nacional.
A transição energética estabelecida na declaração final da COP de Dubai, em 2023, segue sem cronograma definido no Brasil. Segundo o relatório “Política Climática por Inteiro”, do Instituto Talanoa, não há no Plano Clima indicação clara de redução da produção e do consumo de combustíveis fósseis. Ao contrário: projeta-se um aumento de até 14% das emissões até 2035. Confira, a seguir, mais destaques do relatório.
Não faltam soluções inovadoras, e sim infraestrutura institucional para convertê-las em negócios escaláveis. A COP 30 pode ser o momento em que o Brasil para de discutir se o pipeline existe e começa a construir a ponte entre laboratório e mercado. Para isso, três movimentos são urgentes, saiba quais.
