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Promover negócios éticos que valorizam os povos da floresta e a conservação da biodiversidade da Amazônia inspira a construção de novos modelos de relações comerciais entre empresas compradoras e fornecedores de bioprodutos de Unidades de Conservação e Terras Indígenas. “Para problemas complexos são necessárias soluções em rede, porque ninguém conseguirá sucesso sozinho para manter a floresta em pé”, ressalta Luiz Brasi, gerente da rede Origens Brasil, no Imaflora.

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A região do Médio Juruá (AM), antigo berço de movimentos sociais contra a exploração injusta do trabalho extrativista nos seringais, é hoje reconhecida como um polo de referência na organização comunitária, fundamental para o sucesso das relações do território com poder público, instituições de pesquisa, ONGs e empresas no contexto da bioeconomia.

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Tudo começou com uma nova unidade de extração de óleos vegetais, que impulsionou o extrativismo à época em declínio e favoreceu a demanda por matéria-prima, inclusive de produtores que plantaram andiroba e não colhiam as sementes porque não tinham para quem vender. Hoje, na região de Santarém (PA), a iniciativa do Ecocentro, com estrutura inaugurada em junho de 2024 pelo Projeto Saúde & Alegria após seis anos de construção, representa um antigo sonho que se torna realidade para melhorar a produção, ampliar conexões com o mercado e mudar o patamar da bioeconomia em território sob pressão do desmatamento.

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O 30º encontro da rede Uma Concertação pela Amazônia parte de um sobrevoo sobre o contexto político global para mergulhar nas particularidades das Amazônias, mapeando os desafios de lidar na região com a evolução da hegemonia da direita – que nem sempre têm as agendas climática e de combate ao desmatamento como prioritárias. Diante desse desafio, o progressismo tem a chance de construir um novo programa, capaz de propor um futuro que atenda às legítimas aspirações das pessoas.

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