Novos ecos necessários

Faz tempo que a gente vem falando no GVces sobre o potencial mobilizador da arte, seja por meio de seu processo criativo ou pela contemplação de uma obra ou performance, no sentido de ampliar o olhar do indivíduo e promover um contato com a realidade por meio de outros sentidos menos cognitivos e racionais.

Já que os números e estatísticas alarmantes não têm sido suficientes para nos fazer mudar de postura em relação a questões como as mudanças climáticas, a mobilidade nos grandes centros, a escassez de recursos, a ameaça a povos tradicionais e a desigualdade socioeconômica, talvez um pouco de poesia tenha esse poder!

O artista Eduardo Srur já conseguiu chamar a atenção dos paulistanos algumas vezes, criando instalações pela cidade como a “PET”, em que garrafas gigantes foram colocadas no Rio Tietê, e a “Sobrevivência”, que vestiu monumentos icônicos, como a estátua do Borba Gato, de coletes salva-vidas.

Agora esse movimento vai se aproximando de círculos antes mais restritos a governos, empresas e organizações multilaterais na construção de uma agenda para a sustentabilidade.

Um bom exemplo é o Art of Change 21, um grupo de artistas (que inclui um coletivo brasileiro, o Opavivará), empreendedores sociais e ativistas reunidos para conceber e realizar intervenções na COP 21 em Paris.

Eles divulgaram um vídeo essa semana com entrevistas aos participantes e questionamentos que têm muito a ver com o que falamos aqui no GVces e vale uma conferida!

Foi-se o tempo dos “eco-chatos”…a voz da sustentabilidade ganha novos ecos, cada vez mais sutis, necessários e potentes.

Manuela Santos

 

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