Rondônia sedia a 1ª Campus Party da Região Norte

Um dos maiores eventos tecnológicos do mundo, que abrange desde a cultura maker, robótica, internet das coisas, educação para o futuro e empreendedorismo começa, hoje (1º de agosto), em Porto Velho e segue até domingo, dia 5. A Campus Party já foi realizada em 11 países da Europa e América Latina, sendo que no Brasil está presente há dez anos.

Mil e setecentas barracas foram montadas, das quais 200 são duplas, em quatro áreas diferentes. Há uma piscina no local, onde os campuseiros poderão se refrescar. Serão mais de 250 horas de atividades com internet de alta velocidade (20 Giga), das 10 às 20h, diariamente.

Para Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party, “o evento será uma oportunidade de criar um fluxo de informações e intercâmbio de transformações entre pessoas de várias partes do país, que estarão aqui neste período, criando um verdadeiro ecossistema. A Amazônia é a floresta mais querida do planeta e a tecnologia pode ajudar a modificar seu rumo e futuro”.

Programação

Na programação para o público pagante da Campus Party Rondônia estão cerca de 200 palestrantes nacionais e internacionais, hackathons, workshops, robótica, start ups and makers, educação para o futuro, oficinas de scratch e BBCX Micro:bit , entre outras atividades.

Entre os palestrantes, se destacam:

  • Sharron McPherson, diretora fundadora do consórcio Women in Infrastructure Development & Energy (Winde), o maior grupo de mulheres em investimentos em infraestrutura da África. Ela vai falar sobre o projeto inovador África Smart City 2.0 em Kwa-Zulu Natal, que vai beneficiar mais de 3 mil pequenas empresas dirigidas por mulheres;
  • Gabe Gabrielle, engenheiro da NASA, que contará sua trajetória no programa da agência espacial norte-americana, mostrando fotos e vídeos para inspirar crianças, professores e outros profissionais;
  • Cícero Moraes, pesquisador, designer 3D brasileiro e especialista em reconstrução de faces; ele apresentará a reconstrução de um ancestral indígena da Amazônia brasileira em impressora 3D.

Há também programação gratuita para crianças, adolescentes e adultos: a arena de drones, onde vai acontecer a batalha de drones; o espaço Freeplay, a cada dia dedicado a um jogo, entre eles League of Legends, Counter Strike: Global Offensive, Dota 2, Fifa e Street Fighter V; entre outros

O Hackathon da Justiça Federal de Rondônia (HackaJus) também será realizado com o objetivo de viabilizar mais acessos à informação e agilizar os processos. Participarão desta atividade: estudantes, profissionais de TI, Direito, Design, Administração/Gestão.

1º Fórum Internacional da Amazônia Sustentável

O Sebrae Rondônia, em parceria com o Instituto Campus Party Brasil e o Governo do Estado de Rondônia, realizará o 1º Fórum Internacional da Amazônia Sustentável. Representantes do governo e especialistas das áreas de tecnologia, empreendedorismo, engenharia ambiental, biologia, engenharia florestal, turismo e educação vão apresentar e debater soluções para a região no palco Empreendedorismo.

Entre os temas figuram: desmatamento, recuperação de áreas desmatadas; recursos hídricos; recuperação e preservação de nascentes;  políticas públicas para resíduos sólidos; legislação; saneamento básico; energias alternativas, cidades inteligentes e conectividade; turismo e sustentabilidade; programas de empreendedorismo e acesso à tecnologia para grupos de risco social, comunidades e jovens na Amazônia; educação com foco em sustentabilidade; saúde para ribeirinhos e indígenas, entre outros.

Projeto Include

O Governo do Estado de Rondônia e o Instituto Campus Party vão apresentar o Projeto Include no evento. Ele cria e monta laboratórios de robótica para aproximar jovens (menores de 18 anos), que vivem em comunidades vulneráveis, da tecnologia. O objetivo do projeto é encontrar talentos e criar meios para que possam estudar em escolas especiais e serem encaminhados ao mercado de trabalho.

Farrugia lembra que existem cerca de 75 milhões de pessoas que vivem em favelas e áreas de risco social no Brasil. “Certamente há  gênios vivendo nestes locais. É preciso aplicar testes de QI nessas comunidades, pois soluções de muitos problemas podem surgir destas cabeças”, diz. Em Natal, o instituto já implantou um laboratório para jovens talentosos e ele pretende instalar mais pelo Brasil afora.

Mais informações: http://brasil.campus-party.org/