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Informação para o novo século

Da redação

24.03.2010

Imortalidade

0 por Redação # em Da redação

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Foto de twenty_questions via Flickr

Foto de twenty_questions via Flickr

Se você tivesse uma expectativa de vida de 500 anos ou mais, quão amplificadas ficariam as perguntas atemporais na linha “qual o sentido da minha existência”? No curta de Ramin Bahrani (ao lado), quem responde é um saquinho plástico. O filme empresta sentimentos e racionalidade humanos ao famigerado protagonista, que vaga pelo mundo numa crise existencial sem saber de onde veio, para onde vai, e qual a sua finalidade.

É uma variante bem criativa de educação ambiental, que aproxima a questão da mortalidade humana ao problema do lixo que não desaparece. Há muita controvérsia sobre o tempo de decomposição do plástico (200, 400, 500 anos) porque os diferentes tipos reagem de diferentes formas na natureza. Mas certo é que alguns fragmentos não desaparecem nunca. Num dado momento, o saquinho filosofa: “Se eu pudesse pedir alguma coisa ao meu criador, seria a capacidade de morrer”.

O personagem é vivido, em voz, pelo diretor alemão Werner Herzog e ao longo de toda a história há várias inserções de informação ambiental típica, como o fato de que quase todo lixo, mais cedo ou mais tarde, acaba no mar.

Um filme lindamente confeccionado, pleno de significados.

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Revista Página 22 - Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP - FGV
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