A primeira carta da presidência da COP 31 ressalta que os Sistemas Alimentares devem estar no centro da agenda climática internacional ao destacar a importância da segurança alimentar, do desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis, da economia circular e da integração entre clima, biodiversidade e solo.
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Reinclusão das metodologias alternativas aos testes com animais na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação revela avanço, mas também expõe os desafios políticos, científicos e financeiros para consolidar uma nova agenda de pesquisa no País.
Não basta reduzir impactos socioambientais negativos. O desafio contemporâneo é restaurar sistemas sociais e ambientais em um mundo que segue estruturado para enxergar desenvolvimento apenas na cifra do PIB. Há uma palavra que deixou de ser tendência e virou princípio: regeneração.
A IA continuará evoluindo. Mas a capacidade humana de conversar, interpretar e construir sentido em conjunto continuará sendo o elemento que transforma tecnologia em impacto real. A tecnologia escala eficiência; conversas escalonam inteligência coletiva. É no encontro entre as duas que reside o verdadeiro potencial de inovação.
Houve avanços significativos, mas ainda há muito a ser feito, especialmente no contexto da crise climática. Cerca de 60% do território brasileiro foi atingido por secas entre 2023 e 2024. As eleições de 2026 representam uma oportunidade decisiva para reafirmar o valor do modelo participativo e exigir das candidaturas o compromisso com uma política de Estado para a água.
O que antes era visto somente como tema ambiental passou a integrar o centro da análise econômica e estratégica das organizações. Esse movimento ganhou forma concreta com a criação das normas internacionais IFRS S1 e IFRS S2, que exigirão em 2027 o reporte sobre sustentabilidade e clima. O impacto vai além das grandes companhias de capital aberto, pois boa parte das informações será cobrada de suas empresas fornecedoras, exigindo preparação.
Pós-COP 30: A falta de ambição em temas essenciais da agenda climática mostra que o setor empresarial orientado por impacto terá de ocupar um espaço que a política internacional ainda não consegue preencher. Isso significa assumir compromissos voluntários e mais ambiciosos do que aqueles firmados entre países e agir de forma coletiva com outras empresas, governos locais, academia e movimentos sociais para buscar uma transformação sistêmica.
Não faltam soluções inovadoras, e sim infraestrutura institucional para convertê-las em negócios escaláveis. A COP 30 pode ser o momento em que o Brasil para de discutir se o pipeline existe e começa a construir a ponte entre laboratório e mercado. Para isso, três movimentos são urgentes, saiba quais.
A sociobioeconomia, conceito que gera produtos de alto valor agregado usando matéria prima amazônica, majoritariamente obtida através de atuação extrativista, emerge como um pilar fundamental para o desenvolvimento da região
Por serem considerados verdadeiros reservatórios naturais de carbono, berçários de biodiversidade e barreiras contra a erosão costeira, os manguezais deveriam figurar como protagonistas em todas as discussões relacionadas à mudança climática, principalmente com relação às políticas públicas e à agenda ESG das empresas.
