Alimentar-se bem exige tempo, e o tempo das mulheres – a quem geralmente é atribuído o papel de cozinhar em sociedades patriarcais e machistas – precisa ser protegido por políticas sociais robustas, diz Emiliano Graziano, do Instituto Fome Zero. Em vez de se recorrer a alimentos ultraprocessados, de preparo rápido mas com excesso de aditivos, ele defende coletivizar o cuidado com a alimentação e adotar políticas públicas estruturantes, entre elas expandir e fortalecer cozinhas comunitárias, restaurantes populares e equipamentos de apoio nas periferias.
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