Criada pelo Instituto CERTI Amazônia, a ferramenta Loopi busca aproximar empresas, startups, pesquisadores e instituições, para transformar demandas estratégicas em oportunidades de inovação que promovam o desenvolvimento sustentável
O Instituto CERTI Amazônia e a Fundação CERTI lançaram nesta semana, em conjunto com o Grupo Siemens, uma plataforma de inovação aberta criada para conectar desafios reais da região a soluções tecnológicas que promovem o desenvolvimento sustentável. Denominada Loopi, a nova ferramenta digital conecta organizações a parceiros para transformar demandas do território amazônico em projetos de inovação.
A plataforma permite que empresas, instituições públicas e organizações apresentem demandas estratégicas e encontrem startups, pesquisadores, institutos de ciência e tecnologia e empresas de base tecnológica interessadas em colaborar.
“O objetivo é criar uma conexão entre quem tem um desafio e quem possui capacidade tecnológica para contribuir com uma solução. A inovação aberta permite unir diferentes conhecimentos e acelerar projetos que tenham impacto direto na região amazônica”, destaca Daniel Penz, desenvolvedor de novos negócios do Instituto CERTI Amazônia.
A plataforma reúne desafios tecnológicos, promove conexões qualificadas entre proponentes e parceiros e acompanha a evolução das iniciativas, com foco em transparência, governança e impacto regional. Com curadoria técnica e alinhamento às características sociais, ambientais e econômicas do território amazônico, tem como objetivo transformar demandas em projetos colaborativos de inovação e desenvolvimento sustentável.
A apresentação oficial da Loopi ocorreu em Macapá, durante o nexBio Amazônia, programa suíço-brasileiro de inovação sustentável promovido pela Swissnex no Brasil – vinculada ao Federal Department of Economic Affairs, Education and Research (EAER) por meio da Secretaria de Estado para Educação, Pesquisa e Inovação (SERI) da Suíça – em conjunto com a Embaixada da Suíça no Brasil e a Universidade de St Gallen.
Dezenove organizações, entre startups e pesquisadores, puderam avaliar como suas soluções eram aderentes a dois desafios lançados pela Unifique, empresa que adquiriu os direitos de exploração da faixa de 700 MHz do 5G nos estados amazônicos.
A ferramenta pretende estimular projetos capazes de unir tecnologia, geração de renda e melhoria da qualidade de vida na região. “A Amazônia tem desafios que podem ser transformados em oportunidades quando conectamos conhecimento, tecnologia e capacidade empreendedora. Queremos contribuir para que soluções desenvolvidas a partir das necessidades locais ganhem escala e gerem benefícios concretos para a sociedade”, conclui Penz.
